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Empresas intensificam exigência de dados ESG de fornecedores, aponta pesquisa


Levantamento da RSM revela que 45% das companhias já solicitam informações socioambientais e de governança, impactando diretamente as relações comerciais.

São Paulo, 12 de junho – Um levantamento da consultoria RSM indica que 45% das empresas passaram a exigir informações ESG de seus fornecedores. Este dado sinaliza uma nova fase no ambiente corporativo, onde critérios socioambientais e de governança começam a influenciar diretamente as relações comerciais dentro das cadeias produtivas.

Laura Peiter, diretora de Sustentabilidade da Profile, observa essa transição. "O ESG migra de uma agenda de posicionamento para um critério efetivo de tomada de decisão", explica. Segundo ela, governança, gestão de riscos socioambientais e transparência influenciam diretamente a competitividade e a permanência das empresas nas cadeias produtivas.

A pesquisa da RSM também destaca que 82% das empresas latino-americanas consideram o ESG essencial para suas operações. A gestão de riscos e governança, ligada ao tema, registrou um aumento de 55% como prioridade estratégica entre 2024 e 2025. Isso aponta para uma centralidade crescente da pauta nas decisões corporativas.

Laura Peiter reforça que este avanço se reflete nas políticas de compras e avaliação de fornecedores. "À medida que grandes empresas incorporam critérios ESG em contratos e processos de compliance, a pressão se desloca naturalmente para toda a cadeia de valor", pontua.

A Pesquisa ESG 2025 da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN) corrobora essa tendência. O estudo indica que empresas competitivas expandem seus compromissos socioambientais para além das práticas internas, abrangendo fornecedores, parceiros e prestadores de serviço.

Michele Salles, sócia de Impacto Social, destaca a ampliação da cobrança por evidências concretas de impacto. "Não basta mais comunicar compromissos ou publicar relatórios", afirma. "Empresas são cobradas por consistência entre narrativa e operação, especialmente em condições de trabalho, impacto nas comunidades e responsabilidade sobre fornecedores."

Salles complementa que, ao influenciar decisões comerciais, o ESG transcende a esfera reputacional. "Quando esses fatores entram em processos de contratação, compras e gestão de risco, o ESG funciona como um filtro de acesso ao mercado", explica.

Especialistas preveem a intensificação dessa tendência nos próximos anos. A integração de critérios socioambientais em contratos, políticas de compras e processos de compliance deve avançar. A cadeia de valor, nesse cenário, tende a se consolidar como um dos principais focos da agenda ESG no ambiente corporativo até 2026.

Sobre a Profile

A Profile é uma consultoria de reputação e impacto que apoia empresas, instituições e líderes na construção de narrativas de impacto positivo — promovendo diálogo, transparência e transformação. Com mais de 150 clientes atendidos no Brasil e no exterior, a Profile é pioneira em comunicação para sustentabilidade e impacto, e Empresa B Certificada.

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