Desenvolvido pelo projeto hansen.ai, aplicativo auxilia o monitoramento de pacientes com hanseníase no SUS.
Foi lançado na última sexta-feira (20/02), o aplicativo da Avaliação Neurológica Simplificada Digital (ANSd), utilizado em exames de pacientes com hanseníase. A ANSd é um software desenvolvido por pesquisadores do projeto hansen.ai, uma rede de colaboração entre a Universidade de Pernambuco (UPE), Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), Universidade Federal da Paraíba (UFPB), *Centro Universitário UniFavip Wyden* e a fundação NHR Brasil. O evento ocorreu no Hospital Otávio de Freitas (HOF), em Recife, centro de referência no estado de Pernambuco no tratamento da doença.
O aplicativo vai facilitar o trabalho dos profissionais de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS), transformando um processo analógico e manual num modelo totalmente digital e compatível com o existente; a ANSd substitui as fichas de Avaliação Neurológica Simplificada (ANS), que são realizadas em papel desde 1977. Esses documentos são utilizados para o diagnóstico e acompanhamento das lesões e incapacidades decorrentes da hanseníase, uma doença endêmica no estado de Pernambuco.
A equipe do hansen.ai demonstrou as funcionalidades da ANSd para os profissionais de saúde presentes, que aprovaram a inovação. Vanessa Carmo Carneiro, representante da Gerência de Tuberculose e Hanseníase da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), “o projeto é fantástico e traz uma inovação maravilhosa para o atendimento dos nossos usuários [do SUS]”. Já técnica da Coordenação Estadual de Combate à Hanseníase, Ivaneide Izidio, disse que “É uma coisa fantástica, vai ser um upgrade para o paciente [...] Não deve ficar só aqui nos hospitais de referência, mas todos os municípios e estados deveriam ser contemplados.”
A médica dermatologista do HOF, Sylvia Karla Xavier, reforça que uma solução como a ANSd “facilita muito a troca de informações e na assistência ao paciente, por isso a importância da informatização desses documentos.” Para a superintendente do hospital, o aplicativo não somente uniformiza e acelera um processo antes feito à caneta, e permite uma comunicação mais ágil desses dados com o sistema de saúde. Este é algo que o diretor geral do Hospital Otávio de Freitas, Rômulo Aquino, também ressalta: “Vai ajudar muito a gente nos relatórios que chegarão para na direção, e assim como a evolução [do tratamento] dos pacientes”, afirma.
“A ANSd vai permitir o acesso completo aos dados dos pacientes atendidos pelo HOF em formato digital imediatamente no momento da coleta dos dados”, explica Patricia Takako Endo, professora da UPE e coordenadora do projeto hansen.ai. A ANSd é o mais recente resultado do projeto hansen.ai, com fomento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Departamento de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde (Decit/SCTIE/MS).























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