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Existe vida após o hype? Metaverso e NFTs tem potencial para continuar relevantes




Metaverso e NFT foram, provavelmente, as duas palavras mais citadas no mundo tech em 2021. A inovação e os conceitos apresentados trouxeram o interesse global de empresas, influenciadores e famosos, que passaram a investir financeiramente nas duas tecnologias. O ano de 2022 chegou e houve uma queda de quase 90% nas negociações de NFTs no OpenSea (principal plataforma de negociação de tokens não fungíveis), o que também aconteceu com o metaverso. Segundo levantamento da plataforma de análise de blockchain Delphi Digital, realizado em 18 metaversos, o volume médio de negociação de NFTs que representam terrenos virtuais apresentou queda de 98% em comparação ao seu pico em 2021.

Fato é que o grande entusiasmo do início não se manteve. Por serem tecnologias caras de serem adquiridas, o metaverso e as NFTs se afastaram da grande massa e da possibilidade de serem utilizadas por mais pessoas. Segundo pesquisa da Toluna, empresa que analisa o mercado por meio de insights, 80% dos brasileiros nunca acessaram o mundo virtual.

Democratização ao acesso de tecnologias é vital para sua continuidade

Nas últimas décadas muitas tecnologias fizeram sucesso e rapidamente caíram no esquecimento coletivo. Você com certeza deve se lembrar de aparelhos que utilizou e que hoje certamente parecem estar muito distantes da realidade atual, como um MP3, disquetes ou o temido Windows Phone. Mas esse não parece ser o caso com o Metaverso e as NFTs, até pela diferença na concepção e as diversas possibilidades no uso das duas tecnologias tendem a mantê-las relevantes por um bom período, apesar da evidente queda no interesse por parte do mercado.

Contudo, as duas tecnologias precisam de apoio estrutural para seguir importantes no cenário tecnológico. Pensando principalmente no Brasil, as pessoas ainda estão em busca do básico para sobreviver com o mínimo de dignidade e apesar de ser o 5° país com mais usuários de internet no mundo, segundo dados da Statisa, o Brasil se encontra apenas na 73° posição na velocidade de banda larga, tendo velocidade de conexão abaixo da média global. Todos estes fatores ajudam a afastar as pessoas destas tecnologias. A democratização desse acesso é essencial para que o interesse e quem sabe uma nova tendência de uso surjam com a possibilidade de mais pessoas estarem engajadas no processo.

Apenas o futuro dirá com propriedade se o metaverso e as NFTs farão parte das nossas vidas ativamente, como outras tecnologias se estabeleceram, porém, os dois conceitos mostraram que tem total capacidade de serem utilizados para diversas finalidades e, consequentemente, se manter relevantes, além de agentes ativos de mudança da sociedade.


Sobre O Matuto Programador

Top Voice do Linkedin em 2020, João Gabriel é head de tecnologia na Ideen. Formado em Sistemas da Informação pela Fundação Santo André e em Big Data - Inteligência na gestão de dados pela escola Politécnica da USP, possui mais de 14 anos de experiência na área. Atualmente é seguido por mais de 90 mil pessoas no Linkedin, além de conduzir o podcast 404 no Youtube e ser fundador da Compass Tech, empresa de recrutamento de tecnologia.

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