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Dia Internacional das Mulheres na Engenharia, celebrado em 23 de junho, revela luta por espaço e igualdade

 

Mesmo com o crescimento do público feminino na área, coordenador do Núcleo de Engenharia da Faculdade Nova Roma reforça que ainda há muito a se avançar

O Dia Internacional das Mulheres na Engenharia, celebrado em 23 de junho para inspirar esse público a buscar o sucesso como engenheira, cientista e líder, foi criado pela Women’s Engineering Society (WES), em 1919, quando as mulheres que trabalharam em funções técnicas e de engenharia na 1ª Guerra Mundial fizeram campanha para manter as funções. O coordenador do Núcleo de Engenharia da Faculdade Nova Roma, Jean Turet, reforça que a data é um marco, mas que ainda há muito a se avançar.

A Relação Anual de Informações Sociais do Ministério da Economia, de 2018, mostra que há cerca de 40 mil mulheres engenheiras no Brasil. Já o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), aponta um crescimento de 42% no número de engenheiras entre 2016 e 2018, mas a participação feminina entre os profissionais ativos na área, no entanto, é de apenas 15%. Jean Turet destaca que o mercado das Engenharias está em expansão e com grandes perspectivas para o futuro. 

Quem mais ganha com isso são estudantes e profissionais que optam por se qualificar e se inserir nas tecnologias, em busca de novas formas de otimizar os processos. O professor acrescenta que, sobretudo, nos últimos 10 anos, o mercado tem absorvido bastante as mulheres. "Esse movimento surge já na parte acadêmica: são mulheres nas Engenharias Civil, Elétrica, Mecatrônica, de Produção, Gestão, Diretrizes e até mesmo na parte de operacionalização. Isso mostra o quanto o mercado está em ascensão".

Nesse sentido, Raniere Patriota, sócio-diretor da Liberty Energia, de Caruaru e filiais em Recife e Garanhuns, é um exemplo de empresa que absorve a mão de obra feminina também na área das Engenharias. "O mercado de energia solar vem em expansão, trazendo mais oportunidades no mercado de trabalho. Contratamos mão de obra técnica de eletrotécnica, engenheiros elétricos para as instalações e visitas técnicas, e para o setor de projetos. Aqui, temos muitas mulheres, sobretudo em cargos internos, de projetos e administrativos". 

É na Liberty Energia que Maria Gabriely Xavier, de 22 anos, graduanda de Engenharia Elétrica, encontrou a oportunidade de associar a prática com a teoria e atua como Analista de Projetos. "Escolhi a Engenharia no Ensino Médio. Sempre me interessei em saber como as coisas funcionavam e o método de resolução de problemas. Hoje, podemos escolher; antes, a gente era estimulada a cuidar da casa e dos filhos. Ainda hoje, percebo a diferença: em nenhuma das disciplinas que paguei até hoje, identifiquei mais mulheres que homens", analisa.

A graduanda em Engenharia Civil Dayanne Carvalho, de 24 anos, diz que um dos fatores que a levou a escolher a profissão foi a potência de transformação no meio ambiente e na vida das pessoas. "Ver construções e questionar como é possível levantar uma ponte ou um prédio para muitas pessoas morarem são perguntas que até hoje me inquietam. Na prática, aprendo a enxergar essa transformação acontecer de forma micro no dia a dia de obra, planejando para diminuir impactos e acompanhando uma ideia tomar forma, até o projeto sair do papel".

Foi na Unique Construtora, de Caruaru, que Dayanne diz ter encontrado uma abertura para entrar no mercado de trabalho, com o diferencial de ser um lugar moderno e acolhedor, segundo ela. "É desafiador trabalhar em um ambiente predominantemente masculino. Em um primeiro momento, me vi saindo de uma zona de conforto, mas aprendi que devo dar a minha contribuição e o resultado vai ser colhido. Acredito que essas inquietações continuam sendo as minhas inspirações e me motivam a buscar ser uma melhor profissional", finaliza.

Foto: A direita; Dayanne Carvalho, graduanda em Engenharia Civil. Na esquerda Maria Gabriely, graduanda em Engenharia Elétrica.

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