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COMPESA E BRK reforçam que lixo ainda é um problema constante nas redes de esgotos na RMR



Um dos maiores desafios para a operação dos sistemas de esgotamento sanitário na Região Metropolitana do Recife (RMR) é o descarte de materiais inapropriados na rede coletora, gerando obstrução e transbordamento das tubulações. Somente nas unidades operadas pela BRK, parceira privada da Compesa no Programa Cidade Saneada, uma média de 12 toneladas de lixo chegam, por mês, às estações de tratamento e elevatórias da rede de esgoto. Nesses quase dois anos de pandemia, foram cerca de 250 toneladas de lixo retirado do sistema por descarte incorreto pela população.

As tubulações da rede de esgoto são projetadas para receber 99% de dejetos líquidos e apenas 1% de sólidos. Dentro de um imóvel, estão conectados à rede de esgoto o vaso sanitário, as pias e o ralo do chuveiro. Essas instalações deveriam receber apenas o efluente gerado nas atividades diárias, mas a realidade é que acabam recebendo uma grande quantidade de lixo e objetos jogados incorretamente. “Diariamente, os nossos operadores encontram diversos tipos de lixo que chegam às estações, entre eles: preservativos, absorventes, fraldas, embalagens, pedaços de brinquedo, entre outros. Esses resíduos são separados através da primeira etapa do processo de tratamento do esgoto, chamado gradeamento, e depois são encaminhados ao aterro sanitário”, explica o coordenador da área de Coleta da BRK, Erique Lima.

Por meio de campanhas educativas, equipes de Responsabilidade Socioambiental atuam em diversas frentes para sensibilizar a população sobre as consequências do descarte de lixo na rede coletora. Mesmo assim, a quantidade de lixo nas redes não diminui. É importante ressaltar que o perigo está presente antes mesmo da chegada do lixo às estações, pois o material pode obstruir a rede de esgoto e até mesmo rompê-la, causando os desagradáveis extravasamentos. Além dos resíduos já citados, dois itens são frequentemente descartados nos ralos e causam muitos entupimentos das tubulações: as sobras de óleo e fios de cabelo. Quando acumulados, esses dejetos criam uma espécie de barreira sólida, impedindo o fluxo natural do esgoto e gerando transtornos. 

O gerente de Redes e Manutenção da Compesa, Reginaldo Lopes, explica que a população pode contribuir muito utilizando as redes da forma correta e jogando lixo no devido lugar. “Recebemos diversas reclamações de esgoto a céu aberto, rede entupida ou extravasando nas ruas, mas é possível evitar esses transtornos com uma simples atitude: descartando o lixo na lixeira e não no vaso sanitário, ralos de banheiro ou de pias”, destaca. Assim, a população pode fazer a sua parte criando hábitos simples, como despejar os resíduos nos lugares corretos e compartilhar com a família e amigos essas boas práticas.

*Programa Cidade Saneada*

Em 2022, o Programa Cidade Saneada chegará ao seu nono ano de execução, já tendo investido R$ 1,7 bilhão e registrando a taxa de cobertura de 40% na RMR. Trabalhamos com uma meta arrojada para garantir o índice de cobertura de 90% em 2037, beneficiando mais de seis milhões de pessoas com investimentos de quase R$ 7 bilhões. A iniciativa do Governo de Pernambuco é uma das maiores PPPs da área de saneamento do Brasil. Até o momento, já foram implantados nove novos sistemas de esgotamento sanitário nas cidades de São Lourenço da Mata, Recife, Olinda, Paulista, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Goiana e Jaboatão dos Guararapes. Outras 11 obras estão em andamento.

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