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Serviços para pessoas que fazem uso problemático de drogas serão mapeados




Uma pesquisa inédita, abrangente e detalhada está em curso para o “Mapeamento da Rede de Serviços de Tratamento Voltados às Pessoas com Problemas Associados ao Uso Prejudicial de Álcool e/ou Outras Drogas”. O levantamento deve ser concluído dia 31, com a participação de equipes da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e das Comunidades Terapêuticas Acolhedoras. Ao todo, serão aproximadamente 3 mil equipes.

Com a proximidade do prazo de conclusão da coleta de dados, os organizadores pedem o empenho na participação dos envolvidos. O trabalho planeja fazer um retrato detalhado, com pormenores, de quais serviços estão disponíveis para as pessoas que fazem uso prejudicial de álcool e/ou outras drogas. O resultado da pesquisa deverá apoiar gestores e profissionais da rede de cuidados, incluindo não só a rede de saúde, mas também os serviços de outras políticas, que dialogam com essa questão da saúde mental, como as políticas sobre drogas.

A expectativa da enfermeira da unidade básica de saúde da família Vila do Posto I Noely Resende de Almeida, 28 anos, é de que o resultado do mapeamento possa servir para apresentar um quadro real aos gestores dos recursos da saúde. Noely trabalha, há 4 anos, em Buíque e gostou de participar do mapeamento. “A pesquisa é prática, não oferece dificuldade e pode gerar bons resultados”.

Nadja Oliveira de Barros, 49 anos, assistente social há 6 anos, classificou o instrumento de pesquisa como claro e objetivo. Nadja, há 3 anos trabalha na comunidade terapêutica Saravida, afirma que todos envolvidos devem participar. “Responder a pesquisa nos ajuda a compreender mais sobre a dependência química”, resume.

A enfermeira Isadhora Stephanie Costa, 27 anos, coordenadora e enfermeira do Centro de Apoio Psicossocial (CAPS), em Águas Belas, teve alguma dificuldade em responder a pesquisa, por isso, elogiou os esclarecimentos que recebeu. Isadhora dá uma dica para seus colegas em outros CAPS. “Reunir a equipe para responder torna o trabalho simples”, aconselha.

Instrumento – A pesquisa é on-line e possui 160 perguntas distribuídas em 4 seções, que abordam aspectos como recursos humanos, capacidade instalada, serviços ofertados e articulação em rede. Determinadas respostas levam a novas perguntas, que pormenorizam os serviços oferecidos aos usuários problemáticos de álcool, crack e outras drogas.

O mapeamento é inédito no Brasil. Foi inspirado na ferramenta elaborada pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Com o levantamento, o Governo de Pernambuco terá em mãos um recurso estratégico, útil para atender a população que enfrenta o uso problemático de crack e outras drogas – que não ficou menor nos tempos da pandemia.

No Governo do Estado, a pesquisa é uma iniciativa da Secretaria de Políticas de Prevenção à Violência e às Drogas, com o apoio e parceria da Secretaria Estadual de Saúde e dos municípios, além do Conselho Estadual de Políticas Sobre Drogas de Pernambuco (Cepad).

A importância e o ineditismo deste trabalho foi registrada no webinário internacional Diretrizes Internacionais, Prevenção e Mapeamento de Serviços de Tratamento por uso de Drogas. O evento contou com a participação de autoridades locais, especialistas em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, e em Viena, na Áustria. O webnário com tradução simultânea está disponível, na íntegra, no Canal do Governo do Estado no YouTube [https://youtu.be/czXudneBRjM].

A pesquisa faz parte da Cooperação Pernambuco, convênio firmado pelo Governo de Pernambuco, através da Secretaria de Políticas de Prevenção à Violência e às Drogas (SPVD), com o UNODC, o Programa das Nações Unidas para os Assentamentos Humanos (ONU-HABITAT), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Instituto Igarapé.

Mais informações – O Mapeamento da Rede de Serviços de Tratamento Voltados às Pessoas com Problemas Associados ao Uso Prejudicial de Álcool e/ou Outras Drogas irá muito além do georreferenciamento com nome e contatos das unidades públicas e privadas. O trabalho vai fortalecer toda a RAPS e sua articulação com a Rede Intersetorial de Cuidados. Ao se aproximar de uma rede tão ampla em todo o Estado, serão observadas e destacadas as boas práticas, quais os entraves à adoção dos melhores procedimentos e o que é preciso para o aperfeiçoamento dos serviços. Outra expectativa é o conhecimento das Comunidades Terapêuticas Acolhedoras, visando à qualificação deste tipo de espaço, tendo como base os preceitos internacionais (OMS e UNODC).

Esse trabalho de mapeamento se relaciona com o marco lógico e a matriz de indicadores de monitoramento e avaliação das políticas de prevenção às violências. A conexão entre esses dois produtos do UNODC é vista como inovadora pela agência, no âmbito da América Latina.

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