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União de MPs, polícias Civil e Militar e outros órgãos de vários estados é apontada como primordial para Operação Black Monday ser bem-sucedida



Uma grande operação que contou com o esforço coordenado e articulado de diversos Ministérios Públicos brasileiros, entre eles o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), além de órgãos de polícias por vários estados, para desarticular uma organização criminosa especializada em pirâmide financeira, crimes contra as relações de consumo e lavagem de dinheiro através de criptomoedas. Foi assim que os promotores de Justiça, delegados e oficiais da Polícia Militar definiram a Operação Black Monday, em entrevista coletiva, organizada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), na tarde desta quinta-feira (25). A entrevista ocorreu horas depois da realização de 29 mandados de prisão e busca e apreensão terem sido realizados em cinco estados: Pernambuco, Paraíba, Alagoas, Bahia e Goiás. No total, participam da operação 26 promotores de Justiça, 42 servidores dos Ministérios Públicos, 19 delegados de polícia, 91 Agentes da Polícia Civil, 30 policiais militares, um perito e nove policiais rodoviários federais.

“Foi um trabalho muito eficiente. Conseguimos em tempo recorde desarticular uma atividade complexa feita através do meio digital, roubo e lavagem de dinheiro executados de maneira sofisticada”, avaliou o coordenador do Gaeco do MPPE, o promotor de Justiça Frederico Magalhães. “Crimes dessa natureza tendem a se tornar mais comuns e, para combatê-los, é necessário que as instituições e órgãos de governo estejam irmanados em cooperação e troca de informações”, afirmou ele.

O promotor de Justiça Eduardo de Paula Machado, que atua no MPMG, também apontou a sinergia de esforços das instituições como primordial para o resultado da operação. “Vivemos uma nova modalidade de crime, onde aproveitaram-se do cenário econômico difícil e da pandemia de coronavírus para ludibriar as pessoas e se apropriar de economias que elas fizeram até de toda uma vida”, analisou ele. “Acreditaram que as criptomoedas seriam impossíveis de rastrear, mas se engaram. Nossa operação contou com profissionais dedicados, que investigaram e rastrearam transferências de dinheiro e as aplicações em bitcoins”, salientou. A delegada de polícia Polyane Farias, da Polícia Civil de Pernambuco, observou que os crimes cibernéticos têm se avolumado no período de pandemia. “Os criminosos se aproveitam da situação difícil e da fragilidade das pessoas. Fizemos um trabalho precioso ao desbaratar a quadrilha”, atestou ela.

A primeira vítima a denunciar a lesão financeira foi uma senhora moradora do município de Pouso Alegre, em Minas Gerais. Daí em diante, a apuração, iniciada em maio de 2020 pelo MPMG, recolheu indícios de que, através dos sites Aprenda Investindo e Investing Brasil, centenas de pessoas, na expectativa de realizar investimentos financeiros muito lucrativos, foram direcionadas para as corretoras VLOM e LBLV. Assim, as vítimas faziam transferências bancárias para diversas pessoas jurídicas e os valores não eram revertidos ao investimento prometido. Conforme as investigações revelam até o momento, era convertido em bitcoins e em bens de alto valor para os criminosos. Estima-se que, entre os anos de 2019 e 2020, o número de vítimas seja superior a 1.500 pessoas, as quais teriam perdido a quantia de aproximadamente R$ 60 milhões. As ações da Operação Black Monday ocorreram em Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo, Paraíba, Bahia, Alagoas, Goiás, Maranhão, Rondônia, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. As investigações ainda prosseguirão.

PE - Em Pernambuco, os mandados foram cumpridos no Recife, Caruaru, Pesqueira e Gravatá. Duas pessoas foram detidas em Gravatá e conduzidas à delegacia local, onde ficam à disposição da Justiça para realização de audiência de custódia e eventual recolhimento ao presídio. O líder do grupo, que reside em Caruaru, foi localizado e detido na cidade de João Pessoa (PB). Com ele foram encontrados automóveis de luxo das marcas Lamborghini e BMW. Já o material apreendido no Recife inclui documentos bancários, R$ 287.000,00 em espécie e veículos, totalizando um valor aproximado de R$ 600 mil. O material fica a cargo do Gaeco do MPPE, no Recife, onde passa por análise inicial e depois segue para o MPMG.

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