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O Peru do Cão Coxo hoje no Museu do Cangaço em Serra Talhada



Começa nesta quarta-feira (25) e segue até domingo (29), um dos eventos culturais de maior destaque do interior de Pernambuco, a 11ª edição da Mostra de Teatro de Serra Talhada. Dezoito espetáculos vão ocupar os palcos montados no Museu do Cangaço, Teatro do CEU das Artes, Pátio da Feira Livre, além das escolas Cônego Torres e Irnero Ignácio. A abertura será às 21h no Museu do Cangaço, e vai contar com o espetáculo ” O peru do cão coxo”, montagem do Centro de Criação Galpão das Artes, de Limoeiro, para a comédia assinada por Ariano Suassuna, e ambientada no Sertão de Taperoá, terra do escritor.

No primeiro contato com o público ( pré estreia em Recife ), a montagem teatral recebeu a apreciação dos familiares do escritor, através da esposa, filhas, sobrinha, netos e bisnetos. Na trama, a preguiça é descortinada em um picadeiro de intrigas no Sertão de Taperoá, quando um poeta e sua esposa são alvo de uma dupla de trapaceiros. No elenco, es tão Jadenilson Gomes, Charlon Cabral, Lucas Dias, Gaby Salles, Wíris Costa, Allan Victor, Dvson Alves e Thiago Freitas.A direção de arte conta com as mãos de Thiago Freitas, enquanto o figurino, rico em retalhos, passaram pelas mãos dos costureiros Sivaldo Moura e Wellington Pereira .

Além da pré estreia na capital pernambucana, o espetáculo cumpriu uma temporada de três finais de semana em Limoeiro e retornou a Recife para cumprir mais uma apresentação, sendo esta no 19º Festival Recife do Teatro Nacional, no COMPAZ Escritor Ariano Suassuna. Na criação do cenário e direção do espetáculo, Charlon Cabral ( arte educador ) mais uma vez voltou à cena.

Sinopse:

O espetáculo descortina a preguiça em um picadeiro de intrigas no sertão de Taperoá. Na farsa, o poeta Joaquim Simão  e  Nevinha,  sua  esposa,  são alvos dos trapaceiros Aderaldo Catacão  e  Clarabela, sem esquecer ainda a algoz Andreza.  A pseudo intelectual, Clarabela,  tem  um disfarçado  interesse  pela  poesia  de  Joaquim Simão  e  por  este  um escrachado desejo amoroso,  da  mesma  forma  que Aderaldo  investe também um escancarado caso amoroso por Nevinha. Sem sucesso nas investidas do coração, o ganancioso casal de ricos  acaba por ser ludibriado pela dupla formada por Cão Coxo e Cão Caolho que perde tudo que possui, inclusive o danado do peru.

Proposta de Encenação de Charlon Cabral


Respeitável público! Hoje tem espetáculo?

A resposta mais evidente que teríamos é: Tem sim, senhor!

E sem dúvida é nossa resposta.

Decifrar nossa brasilidade através do universo popular e erudito do Mestre Ariano Suassuna, nos deixa bastante esperançosos diante das ausências e negligências artísticas do momento. Como mestres de cerimônia de inúmeros circos esquecidos e espalhados por esse mundo de lona estrelada, ensolarada e também furada, trazemos a dramaturgia de Suassuna, mais precisamente “O Peru do Cão Coxo” da obra A Farsa da Boa Preguiça, para tornar-se o cerne de nosso mais profundo imaginário circense. Encontra-se representado por uma dramaturgia que nos reconecta com nossa dimensão popular nordestina, fez-nos erguer nossa lona decorada de “verdade” com bastante segurança artística. Daí em diante foi um salto para que o nosso picadeiro fosse montado. Comprometidos com a alegria circense, com a vibração e sotaque popular, com a sonoridade e a cor do nosso povo, estão eles, os intérpretes (artistas), prontos e ansiosos para estarem no centro do picadeiro dando corpo e vida ao nosso imaginário real.

Elenco:

Jadenilson Gomes, Charlon Cabral, Lucas Dias, Gaby Salles, Dvson Alves,  Thiago Freitas, Wíris Costa e Alan Victor

Direção do espetáculo: Charlon Cabral

Produção: Centro de Criação Galpão das Artes - Limoeiro / PE

Direção de Arte:  Thiago Freitas

Costureiros: Sivaldo Moura, Wellington Pereira

Criação de Cenário : Charlon Cabral


Histórico do Galpão das Artes :


O Centro de Criação Galpão das Artes que fica localizado à rua Vigário Joaquim Pinto, nº 465, Limoeiro – Pernambuco, no agreste setentrional. A instituição existe há 17 ( dezessete ) anos e traz no seu currículo duas montagens teatrais de autoria de Ariano Suassuna, como: O Caso do Novilho Furtado e A Inconveniência de Ter Coragem . Esta última montagem além de ter percorrido as regiões norte, nordeste e sudeste do país chegou a cruzar o Atlântico aportando na Universidade de Coimbra, em Portugal. Atualmente, possui em seu repertório o espetáculo Histórias de Lenços e Ventos ( Ilo Krugli ) e uma série de contações de histórias dedicadas à infância e as ações do Ponto de Memória que concentra atividades com brinquedos populares tradicionais.

Na verdade, o Galpão das Artes como é conhecido surge da inexistência de um espaço planejado ao exercício das artes cênicas no ano de 2000. O referente espaço possui um  teatro com capacidade para 100 (cem) espectadores e 10 (dez)  atores .

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