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Condepe/Fidem participa de treinamento em ferramenta que mede vulnerabilidade à alteração climática



Técnicos da Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco – Condepe/Fidem participam de capacitação técnica no manuseio do software SisVuClima, que começou nesta quarta-feira (23), e segue até amanhã, (24), no Hotel Golden Tulip Recife, em Boa Viagem. A ferramenta foi adotada pelo projeto "Construção de Indicadores de Vulnerabilidade da População como insumo para a elaboração das Ações de Adaptação à Mudança do Clima no Brasil", e calcula, entre outros indicadores, a vulnerabilidade dos 184 municípios pernambucanos à alteração climática. As informações já computadas pelo projeto apontam que Pernambuco poderá apresentar dias mais secos e mais quentes a partir de 2041. Segundo as análises feitas, a temperatura no Sertão Pernambucano poderá aumentar até 3,7°C, como é o caso dos municípios de Trindade e Araripina.  

O treinamento terá uma carga horária total de 12 horas, e destina-se ao corpo de técnicos e gestores que vêm acompanhando o projeto desde o início. O objetivo é apoiar na incorporação da informação produzida nas práticas cotidianas de tomadores de decisão e corpo técnico do estado e, ainda, apoiar na disseminação do manuseio do software. Com o uso da ferramenta, é possível acessar dados sobre doenças associadas ao clima, ocorrência de desastres naturais, cenários climáticos, grupos sociais mais sensíveis à mudança do clima, cobertura vegetal e exposição costeira e os municípios mais vulneráveis às alterações climáticas, dentre outras informações.

Os técnicos Maria Luiza Ferreira e Wellington Eliazar, da diretoria de Estudos, Pesquisas e Estatísticas (DEPE) vão representar a Condepe/Fidem no treinamento, que envolverá um total de 22 gestores e técnicos de entidades estaduais. Também foram convidados representantes da Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC), Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (CPqAM), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e das secretarias estaduais de Saúde (SES) e Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), entre outros.

Os participantes serão orientados para adicionar os indicadores na plataforma digital, que fará novas medições a partir dos cenários de mudanças climáticas traçados e das condições socioambientais de cada território. Segundo o diretor executivo da Agência Condepe/Fidem, Maurílio Lima, a participação dos técnicos no evento trará importantes contribuições para a instituição, fortalecendo ainda mais suas atribuições como provedora de informações e de realização de estudos e pesquisas, para suporte ao planejamento Estadual.  “Essa etapa do estudo corrobora com os objetivos previamente propostos, que é avaliar a sensibilidade e efetividade do índice indicado para análise da vulnerabilidade da população à mudança do clima, considerando a exposição, sensibilidade e capacidade adaptativa em escala municipal”, afirmou.

O projeto é uma parceria entre o Ministério do Meio Ambiente e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e financiado pelo Fundo Clima, que vem sendo desenvolvido visando a elaboração de uma proposta de modelo de análise da vulnerabilidade dos municípios em relação aos impactos da mudança climática global. 

FERRAMENTA - O software foi desenvolvido com o objetivo de automatizar o cálculo, gerar índices e construir, de maneira automática, mapas temáticos utilizando a base cartográfica dos municípios dos estados (além de Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Paraná) envolvidos no projeto. A ferramenta possibilita aos gestores estaduais identificarem setores que necessitem de prioridades na elaboração, implementação e acompanhamento de ações de políticas públicas.
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Para Pernambuco, o SisVuClima apresenta 67 tipos de informações sobre cada cidade, gerando índices e subíndices e permitindo a visualização de resultados por meio de mapas temáticos e gráficos. A ferramenta é composta por três módulos, dentre eles, o cadastro de informações necessárias para o cálculo dos indicadores, a geração dos índices e subíndices e a visualização de resultados por meio de mapas temáticos e gráficos. 

MAIS INFORMAÇÕES – As análises realizadas pelo projeto da Fiocruz sobre os municípios de Pernambuco apontam também que as populações que vivem na parte oeste, possivelmente terão que lidar com o aumento da temperatura, que poderá subir até 3,7°C a partir de 2041. Em municípios como Afrânio, Dormentes e Santa Cruz essa elevação pode chegar a 3,6°C em relação ao período atual. A região litorânea seria a menos impactada, com elevações até 2,7°C, como é o caso de Recife, Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca.

Em relação ao volume de chuvas, a região do São Francisco seria a mais afetada com uma redução de até 39%, a exemplo de Petrolândia. Em Tacaratu, esse percentual poderá diminuir até 37,4% e, em Jatobá e Inajá, 36,9% e 36,3%, respectivamente. O cenário é mais ameno no litoral de Pernambuco, onde a precipitação total anual poderá ter uma queda de até 4,4%, como é o caso de Recife e Jaboatão dos Guararapes. Na porção sul litorânea, o impacto seria maior em Barreiros, São José da Coroa Grande e Tamandaré: 11% na diminuição da pluviosidade.

As informações do software sobre os cenários climáticos para o período de 2041 a 2070 indicam que o percentual no número de dias seguidos sem chuva, índice chamado de CDD, aumentará em todo o estado. As cidades de Timbaúba e Ilha de Itamaracá apresentaram os CDDs mais elevados: - 55% em relação ao período atual, enquanto a capital Recife poderá ter uma diminuição de até 53%. A região do São Francisco poderá ser a menos impactada, tendo em vista que o aumento do período de estiagem poderá chegar a 3%, como é o caso dos municípios de Dormentes e Afrânio.

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