Durante a manhã do segundo dia do Rolê REC'n'Play 2026, na Trilha de Negócios, as startups locais conheceram o NERD, plataforma de negócios do Porto Digital que conecta empresas ao ecossistema de inovação. Na ocasião, foi oficializado que as empresas da cidade que façam parte do Porto Digital Caruaru - Armazém da Criatividade passam a ser embarcadas no maior distrito de inovação da América Latina.
“Agora temos oficializada uma estrutura de relacionamento com as embarcadas. Vamos dar início a todo o processo de embarque dessas empresas que fazem parte do ecossistema”, confirma o superintendente de Negócios do NERD, Fellipe Sabat. Com o selo de embarcada do Porto Digital, o objetivo é dar relevância, autoridade e presença de mercado para as empresas que, em sua maioria, possuem atuação B2B - modelo em que o cliente final é outra empresa.
Com sede no Recife, o NERD funciona como um guarda-chuva para os hubs do Porto Digital (Recife, Caruaru, Goiana, Aveiro e Petrolina). “Vamos centralizar tudo na plataforma de negócios e criar trilhas para ajudar as empresas a crescerem. Nosso foco é estruturar cada embarcada para enfrentar os desafios de vendas e marketing, ampliando o ambiente de negócios”, afirma Sabat.
Como reorganizar as funções na empresa com a presença da IA
As empresas estão diante de um novo desafio: como reorganizar o organograma com a presença da inteligência artificial? No segundo dia do Rolê REC'n'Play 2026, o tema foi debatido na roda de conversa “O novo organograma com IA”, mediada por Fellipe Sabat, superintendente de negócios e produtos do Porto Digital. O painel contou com a participação de Rafael Soares, CEO da Colmeia e presidente da Tapioca Valley; Pâmela Rita, gerente de inovação da Lumus Academy; e Ana Tomazelli, especialista em carreiras e bem-estar corporativo.
A reorganização das funções e a automação de rotinas refletem a transformação radical provocada pela IA na estrutura hierárquica e operacional das organizações. Ou seja, a tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta de suporte técnico e passa a atuar como um “colaborador digital”.
“A IA nos mostra que devemos investir nosso tempo em atividades estratégicas, que exijam pensamento crítico e inovação, ao invés de tarefas repetitivas. A meta não é a demissão em massa para cortar custos, mas sim a liberação do tempo dos colaboradores para que possam inovar, destravar processos e criar soluções de impacto”, comenta Ana Tomazelli.
Ainda segundo a especialista, o foco não deve ser apenas ensinar a usar ferramentas tecnológicas, mas desenvolver a visão de negócios e a criatividade. “Plataformas de IA já entregam relatórios completos com métricas de vendas e marketing. Se os dados já estão acessíveis ao gestor, o papel do profissional muda: o diferencial competitivo da era digital não está no domínio da tecnologia por si só, mas na capacidade humana de transformar automação em inteligência estratégica”, conclui.
*Oficina do Rolê REC’n’Play 2026 aborda democratização e desafios dos investimentos*
Investir está cada vez mais acessível, mas ainda é uma prática pouco presente na vida financeira dos brasileiros. Esse foi um dos pontos discutidos na oficina “Mercado Financeiro e Inovação: construindo uma carteira de investimentos”, realizada na manhã desta sexta-feira (14), no Laboratório de Economia Criativa 2, durante o segundo dia do Rolê REC’n’Play 2026.
Conduzida pelas economistas Tays Marina Silva e Mayadny Andyele Menezes, a atividade começou com uma pergunta aos participantes sobre seus hábitos financeiros. A conversa mostrou como o acesso ao mercado mudou nos últimos anos: se antes era necessário recorrer principalmente ao gerente do banco para obter informações, hoje é possível pesquisar e realizar operações pelo próprio celular.
Apesar dessa democratização, a participação dos brasileiros no mercado de ações ainda é baixa. Durante a oficina, foi apresentado o dado de que apenas cerca de 3% da população brasileira investe na bolsa, enquanto nos Estados Unidos esse percentual chega a aproximadamente 60%. Entre os fatores que ajudam a explicar essa diferença estão a dificuldade de reservar parte da renda para investir e a percepção de que a poupança ainda é a opção mais segura.
As especialistas também chamaram atenção para a relação dos brasileiros com a aposentadoria. Cerca de seis em cada dez brasileiros ainda contam com o INSS como principal estratégia para essa fase da vida. As economistas reforçaram que investir exige planejamento, tempo e dedicação. A promessa de dinheiro rápido pode ser atrativa, mas não substitui uma estratégia financeira construída de forma consistente.
A oficina também destacou que não existe uma carteira de investimentos ideal para todas as pessoas. O mais importante é encontrar alternativas adequadas aos objetivos, ao perfil e à realidade financeira de cada investidor.
Empreendedorismo jovem ganha força no Agreste e é destaque no Rolê REC’n’Play
O protagonismo de jovens empreendedores e o crescimento do ecossistema de inovação no interior de Pernambuco foram tema da mesa-redonda “Empreendedorismo jovem movendo o futuro do Agreste”, realizada na manhã desta sexta-feira (14), na Arena de Conteúdo, durante o segundo dia do Rolê REC’n’Play 2026.
A conversa reuniu Artur Barros, do Jardim Digital; Felipe Patriota, CEO e fundador da Animus; João Paulo Thompson, fundador da Quark e líder da Comunidade Manguezal; Marcelo Magalhães, gerente de Inovação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (SECTI-PE); e Hellen Gouveia, diretora executiva da Federação das Empresas Juniores de Pernambuco.
Durante a mesa, Artur Barros compartilhou a experiência do Jardim Digital, movimento realizado em Belo Jardim há mais de quatro anos com o objetivo de estimular o empreendedorismo e a inovação no Agreste. O evento reúne palestras, oficinas, hackathons e outras atividades voltadas a empreendedores, pequenos empresários e estudantes de diferentes níveis de ensino.
Durante a conversa, Artur destacou que o crescimento do empreendedorismo na região mostra que estar fora dos grandes centros não precisa ser uma barreira para quem deseja empreender. “Embora o território tenha influência, determinação, persistência e a construção de conexões são fundamentais para transformar ideias em oportunidades”, afirmou.
A mesa também trouxe experiências de diferentes iniciativas ligadas à inovação e ao empreendedorismo jovem, mostrando como novos negócios e comunidades podem contribuir para fortalecer o ecossistema do Agreste, e reforçou a importância de criar ambientes que aproximem pessoas, empresas, instituições e projetos de inovação.
Workshop do Rolê REC’n’Play aproxima público das aplicações práticas da IA
A inteligência artificial já faz parte de diferentes atividades do cotidiano, mas ainda existe um grande abismo entre as ferramentas disponíveis e o conhecimento sobre como utilizá-las. Esse foi o ponto de partida do workshop “Inteligência Artificial para Pessoas e Empresas: da Produtividade à Transformação dos Negócios”, realizado nesta sexta-feira (14), na Sala Inovação, durante o Rolê REC’n’Play 2026.
Conduzida por Eduardo Barbosa, do Grupo Asa Branca, e Murilo Souto Maior, da IdeIA, a atividade apresentou de forma prática como recursos de inteligência artificial podem ser utilizados por estudantes, profissionais, empreendedores e empresas para otimizar tarefas e ampliar habilidades.
Durante o workshop, os participantes conheceram diferentes aplicações da tecnologia no dia a dia. A atividade também mostrou que inteligência artificial não se resume ao ChatGPT. Ferramentas como Gemini, Claude e NotebookLM possuem diferentes funcionalidades e podem ser escolhidas de acordo com a necessidade de cada usuário.
Mais do que substituir atividades humanas, a IA foi apresentada como uma ferramenta capaz de potencializar habilidades e reduzir o tempo gasto em tarefas. Os especialistas, no entanto, reforçaram que o uso da tecnologia exige supervisão. O filtro de quem utiliza a ferramenta continua sendo essencial para avaliar informações, conferir resultados e tomar decisões.
Oficina do Rolê REC’n’Play 2026 mostra como automatizar a verificação de projetos de engenharia
A qualidade das informações presentes em projetos de engenharia e arquitetura foi o foco da oficina “Do PEB à auditoria: QA/QC de modelos openBIM na prática”, realizada durante o segundo dia do Rolê REC’n’Play 2026, nesta sexta-feira (14). A atividade apresentou como processos de verificação e validação podem ajudar a garantir que modelos BIM - sigla em inglês para Building Information Modeling, que é uma metodologia que reúne, em modelos digitais, informações sobre diferentes elementos de uma construção - atendam aos requisitos necessários antes de serem utilizados ou entregues.
Conduzida por Leonardo Barbosa, engenheiro civil e BIM Manager/Specialist da LBIM Consultoria, a oficina abordou o conceito de openBIM, baseado no uso de padrões abertos para troca e organização de informações em projetos. O encontro também apresentou um panorama da adoção do BIM no Brasil e de como diferentes órgãos e estados vêm estabelecendo parâmetros para o recebimento e a avaliação desses modelos.
Um dos destaques da oficina foi a demonstração de diferentes formas de verificar e validar as informações presentes nos modelos. Os participantes puderam conhecer desde a conferência manual dos dados até processos automatizados, realizados por meio de código e softwares específicos.
Leonardo também apresentou uma ferramenta autoral desenvolvida para automatizar a verificação das informações dos modelos. A tecnologia permite analisar os dados sem depender exclusivamente da conferência manual, tornando o processo mais ágil e padronizado.
Inovação além da capital: Rolê REC’n’Play debate oportunidades para o interior
A descentralização das políticas de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) foi o tema central da mesa-redonda “Interiorização da Inovação: conectando o litoral ao sertão”, realizada nesta sexta-feira (14), na Arena de Conteúdo, durante o segundo dia do Rolê REC’n’Play 2026. O encontro reuniu representantes do poder público e de instituições de ensino para discutir caminhos para ampliar o acesso à inovação em diferentes regiões de Pernambuco.
Participaram da conversa Mariana Ramos, gestora de Programas de Políticas de CT&I e Competitividade na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco (SECTI-PE), Marcelo Magalhães, gerente de Inovação da SECTI-PE, Marcelo Anderson, do IFSertão, e Daniel Costa, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).
A discussão destacou que fortalecer a inovação no estado exige olhar para além da Região Metropolitana do Recife, reconhecendo as características e potencialidades de cada território. Entre os caminhos discutidos estiveram o fortalecimento dos ecossistemas locais de inovação, a ampliação das parcerias regionais, o estímulo ao empreendedorismo e a aproximação entre instituições de ensino, setor produtivo, poder público e ambientes de inovação.
A mesa também reforçou a importância da transferência de conhecimento como instrumento para transformar pesquisa e formação acadêmica em soluções capazes de responder às necessidades de cada região.
Crédito: PC Pereira
























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