O aguardado filme em live-action de Mestres do
Universo finalmente estreou e promete dividir opiniões, mas, acima de tudo,
entregar uma jornada recheada de nostalgia para os fãs dos anos 80. Nós já
assistimos ao longa em um evento exclusivo e viemos contar o que você pode
esperar dessa nova adaptação de He-Man e os defensores de Eternia.
Se você espera uma trama densa e sombria no estilo Senhor
dos Anéis, sinto informar, mas esse filme definitivamente não é para você.
No entanto, se você abraçar a galhofa, a era dos memes e a essência pura dos
brinquedos clássicos, prepare-se para um baita espetáculo.
Abaixo, separamos os principais pontos da nossa análise:
Star Wars Medieval? A Ambientação de Eternia
Visualmente, o filme traz uma proposta ousada: uma mistura
que lembra o aspecto fantasioso de Star Wars, mas focado em uma guerra
territorial com toques medievais. O longa brilha ao resgatar aquele
"encanto infantil" com florestas mágicas e naves bizarras que não
fazem o menor sentido de como funcionam, mas que são incrivelmente divertidas.
Destaque para uma cena de perseguição de naves que é de tirar o fôlego.
O Príncipe Adam na Terra Faz Sentido?
Uma das maiores preocupações dos fãs desde os primeiros
trailers era ver o Príncipe Adam no planeta Terra. Para o alívio geral, a
escolha narrativa não repete os erros do filme clássico de Dolph Lundgren. A
estadia de Adam na Terra é totalmente justificada pela origem de sua mãe e
serve como o motor principal para desenvolver seu caráter, diferenciando-o dos
brutos guerreiros de Eternia.
O Choque de Gerações: Masculinidade de "Tiozão"
vs. Sensibilidade moderna
O grande trunfo do roteiro está nas suas camadas
ideológicas, trabalhadas de forma muito natural. Eternia é retratada como um
mundo que parece ter saído da mente de um homem dos anos 80, repleto de piadas
de "quinta série" e uma filosofia rígida sobre "o que é ser
homem" (onde sentimentos são deixados de lado em troca de porrada).
Quando o Príncipe Adam retorna à sua terra natal trazendo
sua bagagem da Terra, ele propõe uma nova perspectiva: a de que a masculinidade
também pode coexistir com a conversa, a compreensão e a exposição de
sentimentos. O filme acerta ao não dar uma "palestrinha" ou lição de
moral forçada, mas sim ao criar pontes de diálogo entre o público nostálgico e
a nova geração.
Personagens e Atuações (Alô, Jared Leto!)
- He-Man
/ Príncipe Adam: Funciona perfeitamente. O filme abraça até os nomes
ridículos dos personagens antigos (como Fisto e Roboto) justificando-os
como a imaginação de infância do próprio Adam. O momento de ação final do
herói é de arrepiar.
- Esqueleto:
Um show à parte! Interpretado de forma magistral por Jared Leto, o vilão
mantém a clássica bizarrice do desenho animado, mexendo a mandíbula e
rindo de suas próprias maldades. A dinâmica abusiva dele com a Maligna
serve como outro reflexo de comportamentos antiquados que o filme critica.
- Mendon,
Tila e Aliados: Tila foge do estereótipo de roteiros preguiçosos de
"lição de moral feminista"; ela prova seu valor através da
coragem e das ações, fazendo com que seu pai (o Mentor) reconheça sua
força. Vilões como Mandíbula e Homem-Fera estão visualmente impecáveis.
- Gato
Guerreiro: Infelizmente, a maior decepção. Por prováveis limitações de
orçamento de CGI, o felino gigante aparece muito pouco e quase não usa sua
armadura.
Efeitos Visuais e Direção
Sob o comando de Travis Knight (diretor de Bumblebee),
o orçamento foi bem otimizado. No entanto, a computação gráfica oscila. Em
vários momentos a imersão é quebrada por fundos que gritam "tela
verde". O roteiro também entrega um "feijão com arroz" honesto,
mas escorrega em algumas conveniências narrativas bobas (como personagens
presos em celas sem muita explicação).
Veredito Técnico vs. Coração de Fã
Se analisado de forma fria e crítica, Mestres do Universo
é um filme Nota 7.0: tem problemas de CGI, roteiro simples e humor que
depende do gosto de cada um.
Porém, para quem tem conexão emocional com a franquia e com
os memes, a experiência sobe para um empolgante 8.5. É um filmaço feito
para assistir com a família e rir das bizarrices mais nostálgicas da cultura
pop.
Fique até o final: O filme conta com três cenas pós-créditos que abrem excelentes promessas para o futuro da franquia nos cinemas!.
























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