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Comidas juninas podem ser consumidas por celíacos e intolerantes à lactose com alguns cuidados, alerta nutricionista



Junho é sinônimo de arraiais, forró e mesas repletas de delícias típicas. Pamonha, canjica, milho cozido e bolos fazem parte das celebrações em todo o Nordeste, mas para pessoas com doença celíaca ou intolerância à lactose, a época também pode gerar dúvidas sobre o que é seguro consumir.
Segundo Naomi Shede, nutricionista e docente do curso de Nutrição da Estácio, a boa notícia é que muitos dos alimentos tradicionais das festas juninas têm como base o milho, ingrediente que naturalmente não contém glúten nem lactose.
“O milho, por si só, não apresenta nenhum desses componentes. O cuidado deve estar nos ingredientes adicionados durante o preparo das receitas”, explica. A especialista destaca que preparações como pamonha, canjica e bolos podem ser consumidas por pessoas com restrições alimentares, desde que sejam observadas algumas adaptações. No caso dos celíacos, é fundamental verificar se não houve a utilização de farinha de trigo ou qualquer outro ingrediente que contenha glúten.
“Além da composição da receita, quem tem doença celíaca precisa estar atento à contaminação cruzada. Mesmo um alimento naturalmente sem glúten pode representar risco se tiver sido preparado em utensílios ou ambientes onde há contato com ingredientes que contenham a proteína”, ressalta.
Já para os intolerantes à lactose, a orientação é observar quais ingredientes foram utilizados no preparo. Leite comum, creme de leite e leite condensado podem estar presentes em diversas receitas típicas. “É importante confirmar se foram utilizadas versões sem lactose ou substitutos como o leite de coco, bastante comum em algumas preparações juninas”, orienta Naomi.
Com atenção aos ingredientes e ao modo de preparo, a nutricionista afirma que não é preciso abrir mão das tradições da temporada. “Com os cuidados adequados, pessoas com intolerância à lactose ou doença celíaca podem aproveitar as festas juninas e saborear muitas das comidas típicas sem prejuízos à saúde”, conclui.

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