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Importância da avaliação de um geriatra antes e durante tratamento oncológico



Médica geriatra Rebeca Miranda, parceira do NOA, explica como acompanhamento acontece.

O envelhecimento da população trouxe um cenário cada vez mais comum: pessoas idosas sendo diagnosticadas com câncer. É justamente nesse ponto que a oncogeriatria ganha importância. Não se trata apenas de vencer o tumor, mas de entender quem é o paciente como um todo — doenças associadas, funcionalidade, cognição, nutrição e até o suporte familiar. Cada detalhe influencia diretamente na forma como esse paciente vai tolerar e responder ao tratamento oncológico, como explica a geriatra Rebeca Miranda, parceira do NOA (Núcleo de Oncologia do Agreste), em Caruaru, Pernambuco.

Na prática, dois pacientes da mesma idade podem ter condições de saúde completamente diferentes, segundo a geriatra. Por isso, a avaliação geriátrica ampla (AGA) se tornou uma ferramenta central nesse contexto. “Ela permite identificar fragilidades que muitas vezes passam despercebidas em uma avaliação tradicional, como risco de quedas, sarcopenia, polifarmácia e alterações cognitivas. Com essas informações, é possível ajustar o plano terapêutico de forma mais segura e personalizada”, pontua a médica.

As evidências mais recentes mostram que integrar a geriatria ao cuidado oncológico traz benefícios concretos. Estudos clínicos demonstram redução de toxicidade dos tratamentos, menor risco de complicações e hospitalizações, além de melhor qualidade de vida. “Em alguns casos, essa abordagem também contribui para evitar tratamentos excessivos ou inadequados, respeitando o equilíbrio entre eficácia e segurança, algo essencial no cuidado com a pessoa idosa”, acrescenta a profissional.

Mais do que uma especialidade, a oncogeriatria representa uma forma diferente de cuidar. É sair de um modelo centrado apenas na doença e caminhar para um cuidado centrado na pessoa. Isso envolve diálogo com o paciente e sua família, definição de objetivos realistas e, muitas vezes, decisões compartilhadas sobre o que faz sentido naquele momento da vida.

No fim das contas, o que se busca é oferecer um cuidado mais organizado, individualizado e humano. “A oncologia continua sendo fundamental, mas quando aliada à geriatria, conseguimos enxergar além do câncer, enxergamos a pessoa por inteiro. E é isso que, na prática, faz diferença no desfecho e na experiência do paciente”, considera a médica geriatra Rebeca Miranda. 

NOA – Com uma trajetória de 15 anos de atuação em Caruaru, Pernambuco, o NOA conta com uma equipe multiprofissional composta por médicos especialistas em oncologia, hematologia, mastologia, cirurgia oncológica, cirurgia torácica, endocrinologia, além de enfermeiros, farmacêuticos, psicólogos, nutricionistas, dentistas e fisioterapeutas, além de um time de colaboradores que prezam pelo melhor cuidado a todos os pacientes e seus familiares. A clínica oferece consultas médicas, infusões de tratamentos antineoplásicos e de outros imunobiológicos, enfermeira navegadora para agilizar a realização de exames e de procedimentos, além de acompanhamento médico durante internações hospitalares e muito mais. Para o preparo e administração ambulatorial de quimioterápicos, o NOA conta com uma equipe de profissionais de farmácia e enfermagem, o que garante um alto nível técnico e a segurança necessária ao paciente. Todas as condutas adotadas pela equipe médica estão amparadas nas melhores evidências científicas e em diretrizes globais para manejo dos mais variados tipos de cânceres.

Imagem: stefamerpik para Freepik 

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