Segundo a biomédica esteta e especialista em cuidados com a pele, Jéssica Magalhães, a orientação é reforçar a barreira cutânea antes da folia, com o uso de hidratantes ou primer.
Para aquele glow-up no Carnaval, nada como uma make que faça o rosto brilhar na passarela! Com os dias de folia e samba-enredo se aproximando, o uso do glitter e da purpurina voltam à assumir o destaque nas avenidas, embora escondam riscos consideráveis no contato com à pele.
A matéria-prima do glitter, que traz micropedaços de polietileno tereftalato, o famoso PET, pode causar irritações, alergias, dermatites e até microlesões nos usuários. No Carnaval, o glitter e a purpurina costumam ser utilizados com o auxílio de fixadores, como bruma fixadora, colas e vaselina, que contribuem para o aspecto ressecado da pele.
Para não estragar a folia, a especialista em cuidados com a pele e biomédica esteta Jéssica Magalhães orienta reforçar a barreira cutânea antes do Carnaval. “A pele deve passar por uma preparação antes de receber a maquiagem. Para obtermos o efeito desejado, a recomendação é aplicar hidratantes ou primer específicos antes do glitter (ou da purpurina), lavando bem o rosto e o corpo com sabonetes adequados ao seu tipo de pele. Assim, podemos reduzir o atrito e evitar que micropartículas entrem em contato direto com a pele”, recomenda.
A exposição ao sol intenso e o aumento da oleosidade da pele, comuns durante o Carnaval, potencializam os riscos do uso de glitter e purpurina. A biomédica esteta explica que o calor dilata os poros e aumenta a produção de sebo, facilitando a aderência das partículas à pele e a penetração de resíduos causados pelo atrito.
“O suor e a oleosidade fazem com que o glitter e, principalmente, a purpurina, grudem ainda mais na pele. Isso aumenta o risco de irritações como a foliculite e a possibilidade de acne”, explica a especialista.
Atuando há mais de dez anos em seu consultório, Jéssica orienta passar longe dos glitters de papelaria e artesanato, já que possuem partículas mais grossas e podem aumentar a taxa de ferimentos ou reações alérgicas. Em todo o caso, a profissional orienta sempre fazer um ‘teste’ em uma pequena área da pele, verificando possíveis reações da derme. “O ideal é utilizar maquiagens biodegradáveis, feitas de celulose de plantas, como eucalipto, para reduzir as chances de complicações”, conta.
Cuidados pós-Carnaval: como remover o ‘glitter’ do jeito certo?
Passado os dias de folia, remover o glitter e a purpurina parece uma sequência de “Missão impossível”. O cuidado, nesse momento, é essencial para evitar irritações e desconfortos na pele, já sensibilizada pelo excesso de maquiagem, sol e suor. A orientação da profissional é evitar qualquer tipo de fricção, já que o atrito pode intensificar a vermelhidão, ardor e pequenas lesões.
A melhor estratégia, para Jéssica Magalhães, é apostar em produtos que facilitem a remoção sem agredir a pele, como óleos vegetais. “Seja de coco ou azeite de oliva, o uso de óleos ou demaquilantes bifásicos, ajudam a soltar as partículas com mais facilidade. Depois, vale investir em hidratantes e ativos calmantes, que possuam em sua composição ‘aloe vera’ ou vitamina E, para auxiliar na recuperação da pele e manter a hidratação”, conclui a profissional.






















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