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Calor extremo aumenta riscos à saúde de idosos e exige cuidados redobrados no verão



Idosos com demências, como Alzheimer, estão entre os grupos com maior risco de desidratação, segundo especialista

Enquanto para uma parte da população as altas temperaturas do verão são sinônimo de praia, piscina e diversão, para a população idosa representa um desafio à saúde. O calor extremo, comum nos meses de dezembro e janeiro, pode desencadear uma série de complicações neste público, desde desidratação até a piora de quadros clínicos, tornando esse período um dos mais críticos do ano para idosos.

De acordo com Lukas Luna, geriatra da Clínica Florence Recife, hospital especializado em reabilitação e cuidados paliativos, o organismo do idoso apresenta maior dificuldade para regular a temperatura corporal, além de redução da sensação de sede, o que torna o período de verão especialmente crítico. “Além da dificuldade de equilibrar a temperatura do corpo, muitas vezes o idoso sua menos e sente menos sede. Esses fatores podem se associar ao uso de medicamentos que favorecem a desidratação, como diuréticos e remédios para pressão. Tudo isso, somado ao calor, sobrecarrega o organismo do idoso”, explica.

Esses fatores aumentam não apenas o risco de desidratação, mas também podem provocar hipotensão (pressão baixa), alterações cognitivas, infecções urinárias, agravamento de doenças pré-existentes, bem como elevação do risco de quedas e internações hospitalares.

O especialista reforça que medidas simples podem reduzir significativamente os riscos. “Muitas vezes, o que precisamos fazer é o básico que funciona: oferecer água várias vezes ao dia, manter o ambiente sempre ventilado, evitar a exposição direta ao sol nos horários de pico, priorizando a partir das 16h, além do uso de roupas leves e outras estratégias de proteção contra o calor”, orienta. “Para os idosos que não gostam de água, vale a pena traçar estratégias como saborizar a bebida com hortelã, algumas gotas de limão ou laranja e frutas em geral, o que favorece a aceitação”, complementa.

Segundo Lukas Luna, o risco de desidratação é ainda maior em idosos com doenças que causam demência. “Pacientes com síndromes demenciais, como Alzheimer, por exemplo, além de não relatarem sede, muitas vezes não conseguem buscar água sozinhos. Por isso, a oferta de líquidos deve ser redobrada nesse público para a manutenção da saúde durante os períodos de altas temperaturas”, destaca.

Para evitar o agravamento do quadro de saúde, é essencial o monitoramento constante de sinais de alerta, como confusão mental, sonolência excessiva, tontura, fraqueza, redução do volume urinário, taquicardia e quedas de pressão. A identificação precoce desses sintomas permite intervenções rápidas e evita a evolução para quadros mais graves. “São sinais de alerta para pacientes e familiares quando o idoso apresenta aumento da tontura, sonolência excessiva, confusão mental e urina muito escura ou turva, o que pode indicar um quadro de desidratação que exige intervenção imediata”, finaliza o geriatra.

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