O câncer colorretal é um dos mais comuns e de maior mortalidade do mundo, mas ainda enfrenta barreiras na prevenção devido a tabus e desinformação. No Brasil, ele é o segundo mais frequente entre homens e mulheres, com incidência de 9,2% e 9,7%, respectivamente. Em 2024, foi o tumor do sistema digestivo com maior mortalidade no país, somando 9.942 óbitos, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). A doença tem origem no intestino grosso e pode se desenvolver a partir de pólipos (lesões que crescem no interior do intestino) que, se não removidos a tempo, podem evoluir para tumores malignos. Cerca de 90% dos casos ocorrem em pessoas com mais de 45 anos, tornando essencial a realização da colonoscopia como exame preventivo.
Fatores como histórico familiar, obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool e uma dieta rica em carnes vermelhas e alimentos processados aumentam o risco de desenvolvimento da doença.
Colonoscopia: exame que salva vidas A colonoscopia é um exame fundamental para detectar e remover lesões suspeitas, podendo tratar de forma minimamente invasiva e reduzir a mortalidade da doença. Estudos indicam que um programa de rastreamento adequado chegou a reduzir em mais de 50% a mortalidade por câncer do intestino. Nos Estados Unidos, onde o rastreamento é mais disseminado, estima-se que entre 60% e 65% da população de meia-idade esteja em dia com seu rastreamento. No Brasil, a adesão ao exame ainda é baixa, apesar de avanços na conscientização e no acesso ao procedimento. "Muitos ainda evitam a colonoscopia por medo ou falta de informação. Mas, é um exame seguro, geralmente bem tolerado e altamente eficaz. A preparação para o exame é cuidadosa, mas o benefício supera qualquer desconforto", reforça o especialista. Deixar de realizar a colonoscopia pode levar ao avanço da doença, exigindo tratamentos mais agressivos e com menor chance de sucesso. "A recomendação geral é iniciar o rastreamento aos 45 anos. Mas para quem tem síndromes genéticas, doenças inflamatórias intestinais ou familiares que tiveram câncer de intestino ou reto, o ideal é começar antes”, alerta o médico. A prevenção também passa pela adoção de hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada, rica em frutas e fibras, prática regular de exercícios e redução do consumo de álcool, cigarro e alimentos e bebidas açucaradas. “Enfrentar o medo e superar os tabus em relação à colonoscopia pode salvar vidas. Quanto mais cedo a doença for detectada, maiores são as chances de tratamento eficaz e cura”, finaliza o médico do São Luiz Campinas. A unidade da Atlântica D’Or é o maior hospital privado do interior paulista e conta com uma ampla estrutura de 47 mil metros quadrados, oferecendo um atendimento completo em saúde. Possui pronto-socorro adulto e pediátrico, Unidades de Terapia Intensiva (UTI) adulto, pediátrica e neonatal, centro-cirúrgico e setor de endoscopia digestiva com equipamentos de ponta, além de atendimento em diversas especialidades médicas, como gastroenterologia, proctologia e oncologia. |
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