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Cirurgias de coluna ganham agilidade e segurança com técnica de videoendoscopia



Procedimento minimamente invasivo promove recuperação rápida dos pacientes, como relata o ortopedista Thiago Pedro, especialista em coluna, com atendimento no SEOT, em Caruaru

Procedimento que se tornou conhecido após ser realizado no cantor Wesley Safadão, em junho de 2022, a técnica cirúrgica videoendoscópica para tratamento de doenças da coluna é minimamente invasiva. Por ser realizada através de uma incisão de menos de um centímetro, por onde entra uma cânula que vai até o local afetado, a cirurgia é mais comum no tratamento de hérnia de disco. “O procedimento é mais rápido, menos agressivo, com menor risco de infecção e o paciente tem alta precoce, o que indica um avanço muito grande”, explica o ortopedista Thiago Pedro, especialista em coluna, que atende no SEOT (Santa Efigênia Ortopedia e Traumatologia), em Caruaru, Agreste de Pernambuco.

O médico acrescenta que Pernambuco é um dos pioneiros nesse procedimento, a partir do ortopedista Luciano Temporal, especialista em cirurgias minimamente invasivas, que faz uso da técnica há 10 anos. "Hoje, fazemos parte da mesma equipe e operamos juntos, em Recife e em Caruaru. Realizamos essa cirurgia com total segurança, pois já foram vários casos realizados. O paciente não precisa se deslocar para nenhum outro centro, pois a realizamos aqui, com uma técnica moderna e o uso de uma aparelhagem de alta qualidade".

A videoendoscopia é realizada pela tela de um monitor. Por meio dela, o médico vai não mais olhar para a pele ou a parte interna do paciente, de forma direta, mas pela orientação espacial através da tela do vídeo. Pelo alto custo de material, esse tipo de cirurgia ainda não é realizado pelo SUS. "Temos um projeto para conseguirmos realizar, a curto e a médio prazo, pelo Sistema Único de Saúde. Por enquanto, é feita de forma particular e por meio de todos os convênios, em Caruaru”, explica.

Considerada um divisor de águas, o médico diz que, antes dessa cirurgia, era necessário realizar um procedimento aberto, com agressão maior ao paciente, para se chegar à hérnia de disco. "Esse tipo de procedimento pode ser feito para outros tratamentos, como cistos, tumores e infecções, porém, mais de 90% dos casos são para hérnias discais. Isso é fruto de avanço, com menor agressão ao paciente, uma vez que de um corte de 4 a 6 centímetros, anteriormente, agora se faz de uma forma totalmente diferente", detalha. 

Um outro comparativo entre o procedimento tradicional e o endoscópico é o tempo de recuperação. "Antes, a cirurgia tinha até 3 horas de duração. Atualmente, leva uma hora e meia a duas horas. Já realizamos, inclusive, em menos de uma hora. Anteriormente, havia o risco de infecção, uma vez que se ficava de dois a três dias no hospital. Já na técnica fechada, se vai para casa em no máximo 24 horas, normalmente com 12 horas da cirurgia. O paciente sai andando", garante o ortopedista.

O especialista participou, recentemente, de um curso de aperfeiçoamento avançado da prática, em Campinas (SP), tendo à frente o médico Marco Moscatelli. "Temos a ideia, inclusive, de trazer esse curso para Pernambuco, a curto e a médio prazo, para os residentes", antecipa. O curso, também na versão de treinamento (para quem ainda não tem a vivência prática do procedimento) é chancelado pela SBC (Sociedade Brasileira de Coluna) e a Richard Wolf (empresa alemã de tecnologia médica) faz a doação do material para a realização do treinamento/aperfeiçoamento", conclui.

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