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Semana Nacional de Conscientização sobre TDAH alerta para a necessidade de intervenção terapêutica precoce



Pela primeira vez na história brasileira, é celebrado a Semana Nacional de Conscientização sobre o Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), que iniciou em 1º de agosto de 2022. A data foi sancionada em julho deste ano com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoce do transtorno. Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil, o TDAH atinge cerca de dois milhões de pessoas. No mundo, atinge de 3% a 5% das crianças,com prevalência do sexo masculino, conforme aponta a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA).

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que costuma aparecer ainda na infância e acompanha o indivíduo por toda vida, não tendo cura e necessitando de um acompanhamento terapêutico para um melhor desenvolvimento do paciente. “Esse transtorno se caracteriza por desatenção, hiperatividade e impulsividade, trazendo prejuízos nas funções executivas, no planejamento e realização das demandas. Os primeiros sinais são inquietude, dificuldade de espera, atraso motor, dificuldade de comunicação e falta de atenção”, explica a psicóloga Frínea Andrade. 

Os sintomas do TDAH podem ser caracterizados como leve, moderado e grave, conforme o impacto que causam no paciente. O diagnóstico é feito de forma clínica, com base na observação do comportamento da pessoa. O tratamento acontece de forma multidisciplinar e envolve psicólogos, fonoaudiólogos, psicopedagogos, participação ativa dos pais, acompanhamento escolar e, em muitos casos, também necessita de tratamento medicamentoso para diminuir os sintomas do TDAH e dos transtornos disruptivos associados. 

“A inserção de uma semana nacional de conscientização sobre o TDAH no calendário brasileiro, representa um avanço na diminuição dos preconceitos contra as pessoas que convivem com o transtorno. Muitas vezes, essas pessoas são taxadas como preguiçosas, teimosas e que não se adequam socialmente, mas a criança não age assim porque ela quer, e sim porque o seu cérebro é configurado de uma maneira diferente, necessitando de intervenção terapêutica para apresentar evolução”, aponta a especialista.

A psicóloga Frínea Andrade ainda ressalta que o atraso na busca por intervenção terapêutica pode ocasionar problemas psicológicos. “O sujeito que tem TDAH está o tempo todo precisando provar sua competência e isso pode levar a prejuízos como baixa autoestima, depressão que também podem estar associados à dislexia e ao transtorno desafiador opositor, comum em pessoas diagnosticadas com TDAH. Então, quanto mais cedo iniciar a intervenção, maior é a chance de desenvolvimento e sucesso no ambiente escolar e de trabalho’, pontua. 

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