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Com Selic em 2 dígitos, renda fixa é a preferida dos investidores em Pernambuco




Levantamento feito pelo Santander Brasil mostra que ela representa 39% do total da carteira em todo o Brasil e 41,14% entre os clientes pernambucanos.

Assim como ocorre em todo o País, a crescente alta nos juros está motivando os investidores pernambucanos a migrar seus investimentos para a renda fixa. De julho de 2021 a março deste ano, a parcela investida nesta modalidade por clientes moradores em Pernambuco cresceu de 38,51% para 41,14%. Neste mesmo período, a Selic (taxa básica do País) passou de 4,25% para 12,75% - atualmente se encontra em 13,25% e deve ser elevada ainda nesta quarta-feira (3 de agosto), na reunião do Copom, do Banco Central, em mais 0,5 ponto percentual. Os dados fazem parte de um levantamento realizado pelo Santander Brasil com clientes em todo Brasil.  No Brasil todo, a parcela na renda fixa representa em média 39% da carteira de investimentos, segundo o estudo. São considerados os investimentos em Certificados de Depósitos Bancários (CDB), Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) e títulos públicos do Tesouro Direto.

“A renda fixa sempre teve um protagonismo grande entre os brasileiros e, com os dois dígitos na taxa de juros, isso fica ainda mais evidente. Esse aumento na modalidade também mostra um apetite menor ao risco em um ano bastante desafiador para os investimentos”, afirma Luciane Effting, superintendente executiva de Investimentos do Santander Brasil.

Com a busca por mais segurança, a previdência privada aparece como a segunda em preferência pelos investidores analisados em Pernambuco, assim como ocorre no restante do Brasil. De acordo com o levantamento, de julho de 2021 a março de 2022, essa parcela caiu de 29,15% para 29,04%. De janeiro a março deste ano, a Zurich Santander Seguros e Previdência captou quase R$ 500 milhões nos planos de previdência entre investidores pessoa física. Os fundos de investimento, que na classificação geral também tiveram uma queda para 24,89% em março de 2022, são o terceiro investimento preferido dos pernambucanos, com 22,77%. Em julho de 2021, essas aplicações ocupavam 24,66% da carteira dos moradores do estado.

Junto com a renda fixa, os Certificados de Operações Estruturadas (COEs) também tiveram crescimento entre os investidores pernambucanos ano passado para este ano, chegando a 1,95% em março de 2022 do total. De acordo com a pesquisa do Santander, a captação foi destaque, saindo de R$ 184 milhões no primeiro trimestre do ano passado para R$ 555 milhões no mesmo período deste ano, o que representa um crescimento extraordinário de mais de 300%.

“Num cenário de tanta incerteza, como o atual, essas estruturas são uma oportunidade para os clientes, já que é possível apostar na alta de um determinado índice com garantia do capital protegido. As mais demandadas têm sido do tipo ganha-ganha, onde o cliente acredita na valorização de um índice (como Ibovespa, S&P500 ou IPCA) e, caso não aconteça, ele ganha um retorno fixo como 10% ao ano, por exemplo”, afirma Luciane.

Outros investimentos
Com o avanço da renda fixa, a renda variável acabou perdendo espaço, registrando queda tanto nos investimentos em ações quanto nos fundos imobiliários. Por outro lado, os títulos de crédito privado, como Debêntures, Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que também se beneficiam da alta dos juros, avançaram de um ano para outro. O levantamento levou em conta os investidores do Santander em todo o País, sem considerar a caderneta de poupança.

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