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Prefeitura de Machados inicia festejos Junino da Rede da Educação



A Rede Municipal de Ensino de Machados propõe a seguinte temática para a vivência dos Festejos Juninos alusivos ao ano de 2022: “Viva o São João  e a  Poesia, Vamos forrozar e valorizar os Poetas da Cantoria”, buscando conhecer e valorizar a cantoria de viola como expressão cultural da região Nordeste do Brasil e que tem sua vivência fundamentada no repente, reconhecido nacionalmente pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) como patrimônio cultural do Brasil. Também agregarão nesse rol de versos, canções e rimas que traduzem e preservam a cultura popular, outros repentismos nordestinos como o Coco de Embolada, Aboios e Toadas e a poesia da Literatura de Cordel. Esta última, também considerada como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro. 

Contudo, as escolas também desenvolverão práticas de leitura da poesia do repente nas múltiplas versões e do cordel nas ações viabilizadas através do projeto de leitura que vem sendo desenvolvendo na Rede Municipal de Ensino.

A temática proposta surgiu da necessidade oportunizar aos estudantes o conhecimento dos cantadores, violeiros, repentistas, emboladores de coco, aboiadores e declamadores da poesia popular, em âmbito local, regional e nacional, para assim valorizarem toda essa arte através de um resgate dessas manifestações do povo que integram parte da nossa identidade cultural e na intenção também de levar ao conhecimento dos estudantes, as origens, formas, estilos e possibilidades poéticas da arte do improviso dos mais variados repentes, versos e poesia. 

Tradicionalmente, o repente nordestino é uma das diversas formas que surgiu da interpretação de canto e poesia a partir da tradição medieval ibérica dos trovadores e possuem personagens, chamados de repentistas ou cantadores que improvisam versos da tradição oral. Geralmente se apresentam sozinhos ou em duplas pelas feiras e também nos espaços populares, onde podem trocar versos com outro cantador sobre os mais variados temas lançados através dos motes sugeridos sobre os quais fazem seus improvisos, ou seja, a glosa.

De maneira geral, como enfatiza Pereira (2002, p. 93): “Os indivíduos se movem sob uma linha de heranças e contribuem para que ela se estenda na experiência diária das comunidades.” Pensando assim, propomos que com a vivência desse projeto haja maior engajamento de toda a comunidade escolar para que voltem os olhares dos nossos estudantes em direção da riqueza da cultura popular brasileira e de toda nossa arte literária também expressa, além da cantoria, na embolada de coco que vem da tradição folclórica e propõe um “duelo” de criatividade sobre a vida cotidiana; dos cantos entoados nos Aboios e Toadas muito presentes nas Cavalgadas de nossa cidade; na Literatura de Cordel que carrega uma marca registrada da nossa gente com histórias da alma do povo e tantos outros temas desenvolvidos também por nossas cordelistas conterrâneas. 

Compreender e valorizar a cantoria de viola, os repentismos e a Literatura de Cordel como prática social e cultural do povo nordestino.

Conhecer os ícones da cultura popular na poesia local e nacional e apreciar suas principais produções criativas;

Resgatar as origens da cantoria de viola, embolada de coco, aboios e toadas e Literatura de Cordel;
Observar a capacidade de improvisação dos poetas;
Apreciar cordéis consagrados da nossa literatura nordestina e também os cordéis da tradição medieval;
Praticar um desafio jocoso da arte pernambucana da cantoria de viola;
Organizar duelos de emboladores de coco;
Valorizar a produção musical da toada nas cavalgadas de Machados;
Coordenar oficinas de xilogravura;
Valorizar os repentes e a Literatura de Cordel como expressões da vida e tradições de comunidades de todos os tempos e espaços.

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