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Programa Tech4Girls busca aumentar a participação das meninas no campo das ciências



Ainda que exista um movimento global para ampliar a participação feminina na área de STEM, sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, ainda há um grande desequilíbrio entre homens e mulheres, sobretudo no mercado de trabalho.

A luta pela igualdade de gênero é antiga e não parece perto do fim. Um bom exemplo é o filme ‘Estrelas Além do Tempo’, que retrata a história de equipe de cientistas da NASA, formada exclusivamente por mulheres afro-americanas liderando uma das maiores operações tecnológicas registradas na história americana e se tornando as verdadeiras heroínas da nação.

A atriz ganhadora do Oscar Octavia Spencer, que dá vida a Dorothy Vaughan, pensou que o enredo era totalmente fictício quando ouviu falar da sinopse pela primeira vez. Ao descobrir que o roteiro era baseado em fatos e pessoas reais, sentiu que “era imperativo fazer parte desta história”.

Não existe nenhuma solução mágica capaz de equilibrar essa balança em curto prazo no cenário global. Mas já existem diversas iniciativas para começar a buscar soluções. É o caso do programa Tech4Girls da Happy, referência global no ensino de Programação, Maker e Robótica com presença em países como Brasil, Portugal, Espanha e Estados Unidos.

O programa Tech4Girls tem o objetivo de incentivar as meninas a darem os primeiros passos no mercado de tecnologia, motivando-as a aprender sobre tecnologia da informação como um todo para ajudar a aumentar a participação das mulheres brasileiras na área de tecnologia.

Como parte dessa iniciativa, foi criado o curso de Desenvolvimento Criativo, no qual as meninas brasileiras aprendem a codificar, desenvolver animações e jogos usando o Scratch 3.0, além de aprenderem a se expressar de forma prática, criativa e divertida.   

Nesse curso de curta duração, as alunas são responsáveis pela criação e programação de diferentes jogos, mesclando diversas disciplinas. O desafio é desenvolver um jogo de dança no estilo “Just Dance”, no qual o jogador tem o objetivo de acertar dez passos seguidos, imitando o dançarino na tela.

Outro jogo criado no curso pelas meninas, no estilo “FarmVille”, permite ganhar e juntar moedas, plantar sementas e colher a plantação. Essas moedas, posteriormente, podem ser usadas para alimentar os animais da fazenda, entre outras opções. Jogos de simulação, tomada de decisão e esportes também fazem parte da grade curricular. Tudo isso em apenas um mês de curso, com aulas de 1:30 por semana.

Para Debora Noemi, sócia e diretora de tecnologia educacional da Happy, auxiliar na alfabetização digital dessas meninas, preparando-as tecnicamente para que possam aproveitar as oportunidades que o mercado tem a oferecer independentemente de gênero, raça e condições é um chamado urgente.

“Já impactamos mais de 250 meninas com este único programa. No geral, já treinamos mais de 60.000 crianças e adolescentes em todo o mundo, com todo o nosso portfólio. Trata-se de não excluir ninguém da era digital e permitir que cada vez mais mulheres possam competir em pé de igualdade com os homens em um mercado de trabalho cada vez mais efervescente” garante Debora.

“A ideia não é segregar, mas dar uma porta de entrada para que a menina entenda que ela sim é capaz de programar, que ela sim pode trabalhar com tecnologia, pode aprender sobre programação, para que daí, em um ambiente só com meninas, ela se sinta mais à vontade para seguir na carreira e deixar o preconceito de que tecnologia é coisa para menino de vez no passado”, conclui a executiva.

Para saber mais sobre o programa Tech4Grils e o Curso de Desenvolvimento Criativo, acesse https://happycodeschool.com/.

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