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“Um marco para Cultura de Limoeiro”, diz Orlando na inauguração do Minimuseu Dona Daluz



Pequeno no tamanho, mas gigante na riqueza popular. Assim pode ser classificado o Minimuseu Dona Daluz, inaugurado na manhã da última terça-feira (20), no município de Limoeiro. O pequeno espaço fica dentro do Centro Criação Galpão das Artes, instituição que há mais de 20 anos desenvolve projetos sociais, culturais e educacionais em Pernambuco. “Deve ser o menor do mundo mesmo”, arrisca o diretor da entidade, o produtor cultural Fábio André.

O cubículo impressiona pelos detalhes, colorido e organização. Nele está depositado um acervo de brinquedos populares do Nordeste. O nome do museu é uma homenagem à saudosa artesã limoeirense Daluz. “Ela utilizava palha de milho para fazer petecas e bonecas de maniva, que é o caule da mandioca, madeira de fácil entalhamento, com as quais presenteava as filhas”, conta Fábio, ao recepcionar três filhos da homenageada para a inauguração: Fátima, Francisco e Salomé Barros.

Entre os brinquedos reunidos no acervo estão mané gostoso, mamulengos, quebra panela, bolas de gude, pipas coloridas, bonecas de pano, dorminhocas, rói-rói, pião de madeira, entre outros que marcaram gerações. Ao entrar no minimuseu, orientação de uma pessoa por vez, é inevitável fazer uma “viagem” ao passado. “Também temos o baragandão. Ele é confeccionado com fitas e, segurado pela mão, girando provoca um colorido bastante bonito”, enfatiza o diretor.

O prefeito Orlando Jorge integrou a turma da primeira visita e valorizou a importância do espaço. “É fundamental enfatizar: Centro de Criação Galpão das Artes. Todo limoeirense deve sentir entusiasmo e honra de ter esse espaço em Limoeiro. É um símbolo e um marco importante para Cultura de Limoeiro. Vocês (do Galpão) se reinventam e se transformam”, destacou o gestor. Ele ainda enfatizou o compromisso de revitalizar o Centro Cultural Ministro Marcos Vinícius Vilaça e finalizar a obra da Casa da Cultura (Centro de Artesanato).

Tomada pelo mesmo sentimento esteve a secretária de Cultura, Turismo e Lazer de Limoeiro, Dolores Carmem. “Uma das palavras chaves ao participar de eventos aqui no Galpão é inspiração. Ele faz a gente querer estar mergulhado dentro da Cultura, dentro da arte, dentro da vida. Ele (minimuseu) é um atrativo essencial. A história de Dona Daluz traz esse significado imenso do presente que ela deixava para as filhas. Nesse espaço estamos tendo o cuidado com os brinquedos artesanais, essa valorização do artesanato”, comentou.
 
Para os familiares, o sentimento foi de gratidão. “Minha mãe ia adorar esse espaço. Ela não conheceu teatro, conheceu a missa e as festas dos santos, mas ela ia adorar esse espaço. Para nossa família, é motivo de muito orgulho e gratidão ter o menor museu do mundo com o nome de Dona Daluz”, reconheceu a filha da homenageada, Fátima Barros. 

Protocolos – A segunda visitação será possível no dia 30 de abril, a partir das 16h. Para ter acesso, os interessados devem agendar pelo perfil no Instagram @galpaodasartesoficial. Por causa da pandemia do novo coronavírus e para atender aos protocolos de segurança sanitária, as visitas são com, no máximo, 25 pessoas.






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