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Dinheiro e mimo no lugar de atenção podem ser armadilhas


Como era a relação com seus pais? Eles eram presentes? Ausentes? Costumavam compensar a ausência com mimos ou dinheiro? Eram rígidos demais com relação a finanças e recompensas ou o contrário? Conversei recentemente com a Heloisa Capelas, especialista em desenvolvimento do potencial humano, e desta conversa devem surgir muitos textos inspiradores. Ela me contou sobre a metodologia Hoffman, da qual é a maior especialista no Brasil, e a qual considera a infância e o chamado “amor negativo” como peças-chaves de toda uma série de coisas que acontecem em nossas vidas como adultos. Inclusive quando falamos de questões financeiras.

O que acontece, de acordo com esta metodologia, é que da concepção aos 12 anos de idade, tudo que ocorreu na infância nos ajuda a construir quem somos, algo confirmado pela neurociência hoje. Além disso, a metodologia considera que temos um potencial amoroso infinito, que gera felicidade, mas muitas vezes ele não é utilizado. Neste caso, falamos em amor negativo, em falta de amor, em abandono. “Que tipo de amor existe na nossa casa? É um amor de cobrança? Só te dou amor se você se comportar, se você tirar boas botas, se você fizer.. aí você ganha? É um amor compensatório de culpa que hoje se vive demais!”, me explicou Heloísa. Ela também contou que é comum que adultos que foram muito mimados discutam a teoria.

“Acham que tiveram tudo que quiseram. Mas o amor da criança mimada corta as pernas. Você faz tudo por ela e intrinsecamente ela entende que não é capaz. Então ela se torna uma credora do mundo, um mundo onde todo mundo deve. É essa moçada que pode tudo e sem esforço nenhum tem direito a tudo. Esse é o mundo que ela conheceu!”, me disse ela. Você conhece alguém assim? Sinal de alerta O quanto você tem compensado a falta de atenção ou de amor com dinheiro e presentes? O quanto você tem recompensado financeiramente uma nota boa ou uma ajuda qualquer em alguma tarefa de casa? O grande problema é que crianças ensinadas apenas desta forma tendem a não saber receber “não”. Acham que só há amor quando existe dinheiro envolvido. Conheço, inclusive, adultos que só fazem favores em troca de algum dinheiro ou prêmio.

Não peça nada se não puder recompensá-los de alguma forma. Será que está certo isso? Veja que estas coisas estarão arraigadas dentro de nós e é muito mais fácil arrumar enquanto há tempo. Quando adultos, teremos que possivelmente procurar terapia ou algo do tipo para nos livrar delas (ou não, viveremos desta forma atrapalhando a nós mesmos e aos outros). Mas se temos nas mãos a responsabilidade de ensinar os pequenos hoje, que tal um auto-exame e algumas mudanças de atitude se for o caso? Lembrando, é claro, que não existe uma receita pronta, cada família é de um jeito, mas há sempre alguns pontos que podemos ensinar de forma positiva para ajudarmos a educar adultos melhores, mais conscientes financeiramente e sobre seu papel no mundo. Separei 6 pontos para pensarmos:

1) Dinheiro é bom, mas não é tudo – Que tal ensinar que dinheiro tem sua importância sim, mas não deve ser o foco principal da vida? Ele vai e vem, e o importante é ter equilibrio e educação financeira para saber lidar de maneira correta com as finanças. Além disso, muitas pesquisas mostram que nem sempre quem tem mais dinheiro é mais feliz, pelo contrário. Portanto, é preciso dar a devida importância às coisas.

2) Muitas vezes temos que dar sem esperar recompensas – Nem sempre recebemos um retorno de quem ajudamos, muitas vezes o retorno virá de outra forma, ou nem virá. Não se deve pensar sempre em recompensas para prestar um favor ou um auxílio. Faz parte de nosso papel no mundo ajudar também, seja em casa ou fora dela.

3) A independência dos pais será um presente para os filhos no futuro – Como adulto, preocupe-se mais em garantir um futuro financeiro estável para você do que ficar presenteando seu filho o tempo todo. Invista em renda passiva, em aposentadoria, em um seguro de vida. O melhor presente que ele receberá no futuro com relação a finanças é ver que os pais não estão passando dificuldades financeiras.

4) A independência dos filhos será um presente para os pais no futuro – Ensinar seu filho a ser independente financeiramente também é um ponto muito mais importante do que mimá-lo para compensar a falta de atenção. Desta forma, ele se tornará um adulto que não tem medo dos altos e baixos da vida, sabendo dar a volta por cima se necessário.

5) Vale a pena educar financeiramente desde cedo – Vale a pena ensinar as crianças a poupar, a investir, a esperar para conseguir comprar algo legal. Mostre que controlar a ansiedade e as compras por impulso pode trazer muitos ganhos. Sente com elas, coloque os planos no papel, mostre como podem poupar um pouco por semana para chegar onde querem.

6) Aprendemos por repetição –Finalmente, muito cuidado com os exemplos que você passa. Bob Hoffman, o criador da metodologia que citei no texto, dizia que copiamos quem amamos e de quem queremos receber amor, portanto, se você é pai, mãe, tia, avó, e etc. fique mais atento ao que está fazendo, pois suas atitudes tendem a impactar diretamente os pequenos que estão ao seu redor! Boa sorte e até novas reflexões!

Este artigo foi escrito por Janaína Gimael.


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