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Facal recebe I Workshop Municipal de Educação Inclusiva



Após a abertura no Instituto Padre Luís Cecchin (IPLC) na quinta-feira (26), a Prefeitura Municipal de Limoeiro, através da Secretaria de Educação e Esportes, deu continuidade ao I Workshop Municipal de Educação Inclusiva nesta sexta-feira (28). As oficinas programadas para o simpósio foram realizadas na Faculdade de Ciências Aplicadas de Limoeiro (Facal), em horário integral.

A coordenadora de Educação Especial do município de Limoeiro, Ineuda Pereira, acredita que esta iniciativa, até então inédita na Princesa do Capibaribe, vai deixar um legado positivo tanto nas unidades de ensino quanto no tratamento da sociedade para com as pessoas com deficiência. "Este workshop é um momento de debater melhorias para a Educação municipal. As pessoas têm de compreender que a inclusão é uma temática que chega para fazer a diferença e não é impossível de ser posta em prática. Este é o objetivo. Os alunos com deficiência precisam de estímulo e de acolhimento, e a Educação vem para melhorar a qualidade de vida deles. Limoeiro é pólo na região e nosso trabalho pode se expandir para as cidades vizinhas", ressaltou.

O workshop não foi a primeira ação promovida pela gestão e voltada para este público, recorda Ineuda. "Nossa gestão é inclusiva, acredita nesta causa e abraça a causa. No segundo semestre teremos a Semana da Pessoa com Deficiência e os Jogos Paraesportes, que já aconteceram no ano passado. Temos professores, auxiliares de sala, intérpretes e cuidadores que zelam por esses alunos em sala de aula. Promovemos, acima de tudo, o respeito às diferenças", pontuou.

Seis oficinas trataram de temas voltados à inclusão: "Todo cérebro aprende", "Consciência fonológica", "Terapia ocupacional na inclusão escolar", "A Psicologia além da instituição", "O aprendizado das Libras no processo de formação docente para a educação de surdos" e "A educação inclusiva como objeto de intervenção do assistente social". A psicopedagoga clínica Luciene Lira e a psicóloga Jussara Rodrigues, que ministraram as oficinas "Todo cérebro aprende" e "A Psicologia além da instituição", respectivamente, estavam entre as profissionais que geraram conteúdo e produziram conhecimento.

Luciene Lira definiu a interação com o público como "um momento muito agradável" e relacionou o conteúdo apresentado ao objetivo do simpósio. "Estamos muito felizes com a troca de experiências. Esta oficina toma como base uma afirmação da Doutora Nádia Bossa e vários outros pesquisadores. Nessa dificuldade de aprendizagem, percebemos que a inclusão é lei e deve ser garantida. Quando falamos que 'todo cérebro aprende', é verdade. Mas esse aprendizado não vem de maneira linear, ou seja, igual para todo mundo. Cada um tem o seu modo de aprender. A ideia é que o professor descubra como o aluno aprende para, assim, facilitar o trabalho", afirmou.

O workshop visa promover o respeito às diferenças, acrescenta Jussara Rodrigues. "Somos diferentes, mas podemos aprender com essas diferenças e promover a igualdade no respeito. Todo ser humano, mesmo com as dificuldades, é dotado de potencialidade. Devemos ter consciência disso", sublinhou.

As aulas contemplaram profissionais de Educação de Limoeiro e da região. O professor da Escola Municipal Aluísio de Aquino, João Victor Viana, e a professora Jéssica Cavalcanti, do município de Lagoa de Itaenga, estavam entre os consumidores do conteúdo.

"Esse debate é de suma importância, pois vai ampliar nossas habilidades no tratamento com os alunos. A inclusão é um tema contemporâneo", comenta João Victor, que participou da oficina "A educação inclusiva como objeto de intervenção do assistente social". 

"Sou professora de uma sala multifuncional em Lagoa de Itaenga. Tirei diversas dúvidas em relação à questão fonética e aí desenvolvimento das falas dos alunos. Aprendi muito e vou aplicar esse conteúdo em meu trabalho", compartilhou Jéssica, que esteve na oficina "Consciência fonológica".

Outro a participar do workshop, também na "Consciência Fonológica" foi o gestor da Escola Municipal Tancredo Neves, José Fernando. Ele destacou a heterogeneidade do público presente. "Este evento é importante para auxiliar os professores na inclusão das crianças na rede regular. O grupo participante foi bem diversificado, com gestores, professores, cuidadores e mães de alunos. Cada um colocou suas experiências e suas angústias e todos com certeza cresceram juntos", relatou.

A rede pública municipal de ensino de Limoeiro atende 250 estudantes com necessidades especiais e 300 em fase de estudo. Para isso, dispõe de 34 cuidadores para alunos com deficiência e sete intérpretes para alunos surdos. O sistema também conta com professores para o Atendimento Educacional Especializado (AEE), didática que visa o bem-estar e boas condições de aprendizado aos jovens.


Fotos: Wilker Matos/Secretaria Executiva de Imprensa e Comunicação

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