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Stretch ou cintas reutilizáveis: Qual opção mais eficiente para amarração de cargas na logística?


Comparação entre as tecnologias revela diferenças em produtividade, reaproveitamento de materiais e proteção das mercadorias durante o transporte

Nos últimos meses o plástico stretch ficou até 60% mais caro devido aos conflitos no Oriente Médio, mas continua sendo a principal opção dos centros de distribuição para a amarração de cargas. Contudo, a alta nos preços impulsionou a busca por alternativas como as cintas reutilizáveis que prometem melhor custo-benefício em longo prazo. Mas qual opção oferece mais eficiência operacional? A comparação entre as duas tecnologias revela como cada uma influencia a produtividade dos centros de distribuição e os custos da cadeia logística. 

Custo e produtividade em debate 

De acordo com Leandro Hiebl, CEO da AgilFix, pioneira na fabricação de cintas reutilizáveis para amarração de cargas, em operações logísticas de médio porte com 100 paletes por dia, o stretch representa centenas de quilos de resíduos gerados mensalmente e cerca de R$ 3,00 a 8,00 (por pallet) gastos em plástico de uso único. Deste modo, na ponta do lápis, por poder ser utilizada por cerca de 5 anos sem necessidade de reinvestir o valor, no quesito custo operacional, as cintas saem na frente. 

“O plástico stretch representa um investimento recorrente e que está sujeito às flutuações do mercado internacional, como aconteceu agora durante o fechamento do Estreito de Ormuz. As empresas que dependiam do material tiveram que lidar com o aumento de até 60% da matéria prima, enquanto àquelas que investiram antes nas cintas reutilizáveis, sequer se preocuparam com essa questão”, complementa o executivo. 

Produtividade nos centros de distribuição

Já no que abrange a produtividade, aqueles que defendem o uso do plástico stretch afirmam que o material é uma alternativa muito simples de instalar e que permite agilidade no processo de paletização, com baixa necessidade de treinamento operacional e ampla disponibilidade no mercado, o que contribui para sua manutenção como solução predominante nos centros de distribuição. No entanto, na comparação entre as duas soluções, as cintas reutilizáveis se mostraram até 3 vezes mais rápidas dependendo das cargas. 

Apesar de ser de fácil utilização, o plástico stretch exige que o colaborador percorra todo o pallet para envolver e fixar as cargas, o que pode demandar várias voltas até garantir a estabilização. Já as cintas reutilizáveis realizam a fixação com apenas duas unidades na maioria das vezes, exigindo apenas o encaixe e a conexão das extremidades para a amarração da carga. “Além disso, a cinta é aplicada no palete, segue com a carga, é retirada no destino e retorna para um novo ciclo de uso. Sem resíduo, sem descarte, sem custo de destinação”, destaca Hiebl. 

Gestão de resíduos na logística 

Na logística, um dos principais desafios para o cumprimento das metas de sustentabilidade da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), que estabelece a responsabilidade do gerador pelo descarte, está no uso e descarte do plástico stretch de uso único. Nesse contexto, o CEO da AgilFix destaca o caso de um cliente que, após substituir o material por cintas reutilizáveis, deixou de consumir cerca de 24 toneladas de filme stretch por ano, o que representa a prevenção de aproximadamente 31,4 toneladas de CO₂ anuais.

“É claro que empresas que conseguem comprovar, com dados mensuráveis, o impacto ambiental positivo acabam ganhando espaço em cadeias de fornecimento de grandes multinacionais e tendo acesso a linhas de financiamento com condições diferenciadas. Ainda assim, esse tipo de substituição mostra que a mudança não é apenas ambiental, mas também operacional, com impacto direto na eficiência dos processos logísticos”, encerra Leandro Hiebl.

Sobre a AgilFix

Com sede em Joinville (SC), a AgilFix é uma empresa brasileira pioneira no desenvolvimento de soluções sustentáveis para o setor logístico, especializada na fabricação de cintas reutilizáveis para amarração de cargas. Fundada em 2016, a companhia nasceu com o propósito de transformar a logística industrial, promovendo soluções que combinam eficiência operacional e sustentabilidade ao substituir o uso de plástico descartável, como o filme stretch. Com produção em escala e foco em inovação, a AgilFix já contribuiu para evitar mais de 12.000 toneladas de resíduos plásticos no meio ambiente ao longo de uma década. A empresa também aposta em modelos de negócio flexíveis, como a locação de seus produtos, facilitando a adoção da tecnologia pelo mercado.


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