Oncologista Débora Porto, diretora médica do Núcleo de Oncologia do Agreste, reforça importância da prevenção e diagnóstico precoce, especialmente durante a campanha Julho Amarelo
As hepatites virais, doenças que provocam inflamação no fígado e, na maioria dos casos, apresentam evolução silenciosa, podem evoluir para complicações mais graves, como cirrose e câncer de fígado. Isso decorre sobretudo da ausência de sintomas nas fases iniciais, levando muitas pessoas a descobrirem a infecção apenas quando já existem. Por isso, especialistas reforçam a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do tratamento adequado, especialmente durante a campanha Julho Amarelo, dedicada à conscientização sobre as hepatites virais.
Entre os diferentes tipos da doença, as hepatites B e C são as que apresentam maior risco de evolução para o carcinoma hepatocelular, o tipo mais comum de câncer de fígado, como explica a oncologista Débora Porto, diretora médica do NOA (Núcleo de Oncologia do Agreste), em Caruaru, Pernambuco. “A infecção crônica causada por esses vírus provoca um processo contínuo de inflamação e cicatrização do fígado, favorecendo alterações nas células hepáticas ao longo dos anos”, pontua. O problema é que a doença pode permanecer assintomática por décadas. Quando surgem, os sinais costumam indicar comprometimento mais avançado do fígado. Entre os sintomas estão cansaço excessivo, perda de apetite, náuseas, dor abdominal, pele e olhos amarelados (icterícia), urina escura, fezes claras, coceira na pele e perda de peso sem causa aparente.
Por isso, a principal forma de prevenir a hepatite B é a vacinação, disponível gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde). “Também é fundamental utilizar preservativos em todas as relações sexuais, evitar o compartilhamento de objetos perfurocortantes, como lâminas de barbear, alicates de unha e seringas, além de garantir que procedimentos como tatuagens, piercings e tratamentos estéticos sejam realizados com materiais esterilizados”, frisa a médica. No caso da hepatite C, ainda não existe vacina. A prevenção depende principalmente da adoção de medidas de biossegurança e da realização de exames para diagnóstico precoce, especialmente entre pessoas que receberam transfusões de sangue antes da implantação dos testes obrigatórios ou que apresentam outros fatores de risco.
O diagnóstico das hepatites virais é feito por meio de exames laboratoriais simples, disponíveis na rede pública de saúde. Quando identificadas precocemente, as doenças podem ser controladas de forma eficaz. “A hepatite C, por exemplo, tem cura na grande maioria dos casos com o uso de antivirais de ação direta, medicamentos que apresentam elevadas taxas de sucesso terapêutico. Já a hepatite B, embora ainda não tenha cura definitiva, pode ser controlada com medicamentos que reduzem a multiplicação do vírus e diminuem significativamente o risco de cirrose e câncer de fígado”, esclarece a oncologista.
Para pacientes que desenvolvem câncer hepático, o tratamento varia conforme o estágio da doença e as condições clínicas. A especialista explica que as opções incluem cirurgia para retirada do tumor, transplante de fígado em casos selecionados, terapias ablativas, embolização, medicamentos-alvo, imunoterapia e, em algumas situações, quimioterapia. A melhor estratégia, no entanto, continua sendo a prevenção e o diagnóstico precoce. “A realização de testes, a vacinação contra a hepatite B, a adoção de hábitos seguros e o acompanhamento médico dos pacientes com hepatites crônicas são medidas capazes de reduzir significativamente a ocorrência de cirrose e câncer de fígado, aumentando as chances de uma vida longa e saudável”.
NOA – Com uma trajetória de 16 anos de atuação em Caruaru, Pernambuco, o NOA conta com uma equipe multiprofissional composta por médicos especialistas em oncologia, hematologia, mastologia, cirurgia oncológica, cirurgia torácica, endocrinologia, além de enfermeiros, farmacêuticos, psicólogos, nutricionistas, dentistas e fisioterapeutas, além de um time de colaboradores que prezam pelo melhor cuidado a todos os pacientes e seus familiares. A clínica oferece consultas médicas, infusões de tratamentos antineoplásicos e de outros imunobiológicos, enfermeira navegadora para agilizar a realização de exames e de procedimentos, além de acompanhamento médico durante internações hospitalares e muito mais. Para o preparo e administração ambulatorial de quimioterápicos, o NOA conta com uma equipe de profissionais de farmácia e enfermagem, o que garante um alto nível técnico e a segurança necessária ao paciente. Todas as condutas adotadas pela equipe médica estão amparadas nas melhores evidências científicas e em diretrizes globais para manejo dos mais variados tipos de cânceres.
























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