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As Caixeiras Cia. de Bonecas levam o Teatro Lambe-Lambe à Rota do Sol, celebrando a arte em miniatura e o encontro com artistas locais



Projeto passa por Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, no período de 18 a 20 de julho. A Cia. Pé de Vento e Danielly Lima são as convidadas locais do Projeto 
 
 
O grupo brasiliense As Caixeiras Cia. de Bonecas, referência no Distrito Federal e no Centro-Oeste na pesquisa e realização do Teatro Lambe-Lambe, inicia circulação histórica pelo Nordeste e pelo DF. Com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC), o projeto “Teatro Lambe-Lambe na Rota do Sol” percorrerá cidades da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, encerrando sua jornada em Brasília, cidade natal do grupo. Em cada pouso, a arte intimista das caixas de espetáculo encontra novos olhares, promovendo um intercâmbio cultural.
 
O público de Arcoverde (PE), João Pessoa (PB), Ipueira (RN), São João do Sabugi (RN) e Distrito Federal será convidado a vivenciar a magia do Teatro Lambe-Lambe, vertente contemporânea do teatro de animação nascida na Bahia em 1989, que se caracteriza por apresentações de curta duração dentro de pequenas caixas portáteis, para um espectador por vez.
 
Nas praças, estações culturais, associações comunitárias quilombolas e espaços históricos, o público poderá se encantar com um universo em miniatura, onde bonecos, objetos, iluminação e trilha sonora criam narrativas potentes e sensoriais. Em cada cidade, As Caixeiras recebem artistas locais convidadas, que apresentam seus espetáculos, promovendo o encontro de diferentes gerações, gêneros e identidades da cultura nordestina e brasiliense.
 
Além das apresentações, o projeto promove rodas de conversa abertas ao público em Arcoverde, João Pessoa e São João do Sabugi. Nesses encontros, artistas locais e integrantes da Cia. As Caixeiras compartilham suas experiências, processos criativos e reflexões sobre o Teatro Lambe-Lambe e o teatro de animação, fortalecendo o diálogo entre fazedores de cultura e comunidade, e valorizando a produção artística de cada território visitado.
 
Os espetáculos que As Caixeiras levam em sua bagagem A Cia., composta pelas artistas Amara Hurtado, Jirlene Pascoal e Mariana Baeta, apresenta ao longo da circulação um repertório de três espetáculos que marcam sua trajetória de pesquisa:
 
“Amor - Título Provisório e Inalterável” Construído a partir de fotografias, memórias e objetos pessoais que pertenceram à linhagem de mulheres como bisavó, avós, mãe, tias e filha, o espetáculo conta a história de uma família comum pelo olhar de uma mulher. (Lambelambeira: Mariana Baeta | Duração: 6min | 16 anos)
 
“Quinina” Criado a partir de cenas, experiências, memórias e objetos pessoais, narra com palavras pontuais e carregadas de imagens e sentidos o emaranhado de uma vida conectada ao pulsar do coração e à costura das feridas para que o novo possa florescer. (Lambelambeira: Amara Hurtado | Duração: 4min | 14 anos)
 
“A Partida” Num momento do cotidiano, uma mulher se olha no espelho e começa a reconhecer os traços de seu pai já falecido em sua face, iniciando uma viagem de saudade no tempo. (Lambelambeira: Jirlene Pascoal | Duração: 3min | 14 anos)
 
As convidadas locais e seus espetáculos – Em cada cidade, As Caixeiras abrem espaço para que artistas da região apresentem suas criações nas mesmas datas e locais, fortalecendo o diálogo entre a tradição e a experimentação contemporânea do Teatro Lambe-Lambe e do teatro de bonecos. Em Arcoverde, a Cia. Pé de Vento participa do projeto com a Trilogia Miau. Danielly Lima apresenta Quando Chega a Primavera. A programação acontece de 18 a 20 de julho.
 
Datas e locais das apresentações:
18/7 (sábado) – Estação Cultura – 17h
19/7 (domingo) – Associação Comunitária Quilombola Mundo Novo – 16h
 
Roda de Conversa:
20/7 (segunda-feira) – Sesc Arcoverde – 19h
 
Espetáculos de As Caixeiras: "Amor - Título Provisório e Inalterável", "Quinina" e "A Partida".
 
Convidadas locais:
Danielly Lima, com Quando Chega a Primavera – Dona Maria recebe o público em sua casa como se fosse uma visita. Em sua sala, uma grande árvore seca ocupa o centro do espaço. Apesar de estéril, ela é regada várias vezes ao dia por Dona Maria, que mantém a esperança silenciosa de vê-la florescer.
 
A Cia. Pé de Vento, parceira local, também integra a programação com seus espetáculos:Miau Passado, de Clara Nunes – Num cotidiano pacato, costurado por conversas num tempo passado, há gato. (Duração: 1min40 | Livre)Miau Presente, de Iale Carvalho – O momento é já, e tudo pode mudar a qualquer hora, basta um miar. (Duração: 1min57 | Livre)Miau Futuro, de Roosevelt Neto – Em meio ao caos da vida moderna, há trama entre um miado e outro do tempo que virá. (Duração: 2min15 | Livre)
 
Sobre As Caixeiras Cia. de Bonecas – Criado em 2007, em Brasília, o grupo é formado pelas atrizes e bonequeiras Amara Hurtado, Jirlene Pascoal e Mariana Baeta. Dedicado à pesquisa do Teatro Lambe-Lambe e do Teatro de Formas Animadas, o grupo já realizou inúmeros espetáculos, projetos e encontros, contribuindo para a difusão e renovação dessa linguagem única no Brasil e no mundo.
 
Acessibilidade:
O projeto realiza campanha em suas redes @lambe.lambenarotadosol sobre o Teatro Lambe-lambe com a publicação de vídeos sobre a linguagem com janela de Libras, audiodescrição e legenda descritiva. Também há vídeos convites em Libras para as apresentações de cada cidade, intérprete de Libras nas apresentações e espetáculos com audiodescrição. Com essa circulação, As Caixeiras Cia. de Bonecas reafirmam seu compromisso com a democratização do acesso à arte, levando o Teatro Lambe-Lambe a espaços públicos e históricos, e promovendo o encontro entre artistas de diferentes regiões do país.
 
Mais do que apresentar espetáculos, o projeto "Teatro Lambe-lambe na Rota do Sol" celebra a potência do encontro, a troca de saberes e a valorização da cultura local, reafirmando que a arte em miniatura carrega em si a grandeza das histórias que nos conectam. Tudo isso só é possível graças ao investimento público em cultura, por meio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC), que viabiliza a circulação de artistas, a ocupação de espaços públicos e o fortalecimento da cena cultural brasileira.

Foto: Espetáculo Trilogia Miau da Cia. Pé de Vento/Fernando Pereira 

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