Um jardim vivo
Um jardim vivo se reconhece pelo que desperta ao redor. No projeto “Da terra ao solo” o princípio é gerar pontes numa cadeia no ecossistema, cuidados com o solo potencializando microrganismos através de práticas agroecológicas, plantas nativas, ciclagem de nutrientes até chegar aos polinizadores e diversos insetos que equilibram e tratam do jardim. É possível visualizar é diversas obras do artista João Machado, que são casas projetadas para abrigar abelhas nativas sem ferrão, algumas feitas por processos ancestrais de queima, que no espaço cumprem o papel de despertar a consciência sobre o quanto os polinizadores são essenciais à vida. As abelhas nativas chegam a elevar em até 30% a produção de flores e frutos de um jardim. Além disso é possível recolher o mel para consumo em casa.
Maria Fernanda também incluiu no seu projeto duas unidades do hotel de insetos construído artesanalmente, com técnicas e elementos naturais que reforçam o convite para perceber esses seres com outros olhos. Em pouco tempo, o jardim passou a receber a visita de saguis, pássaros, abelhas e uma diversidade de insetos, sinal de que o bioma voltou a pulsar.
Apoio e parceiros
Lepri (pisos e cobogós cerâmicos), João Machado (casas de abelhas nativas), Jatti Vasos (vasos de cerâmica), Light in Garden (iluminação do jardim), Casa Teo (mobiliário), Itens e Ana Neute (luminária de capim dourado), Olá.Cria (luminária de micélio), Tabua Brasil (bancos de captura de carbono), Jay Boggo (arte e artesanato), Carol Ambrosio (assemblages), Casa Bast (quadro), Baziotti Decor (almofadas), Essencial Luz (abajur), O Designer Artesão (objetos de decoração), Flora Campineira e Árvores Serrano (plantas). Concepção e organização: Olivia Sanches e Téo Vilela. Montagem: Rafael Abi Madi.
Sobre Maria Fernanda Marques · @mfmpaisagismo
O trabalho de Maria Fernanda Marques parte da compreensão de que a natureza não é cenário, mas presença viva, e de que um jardim bem concebido transforma a forma como um espaço é habitado e, sutilmente, transforma também quem o vive. Ao longo de mais de duas décadas, ela uniu o paisagismo ecológico e regenerativo, a ciência do solo e um conhecimento profundo da flora brasileira numa leitura da natureza como expressão da arte. São jardins que desaceleram o corpo, organizam o espaço e devolvem sentido ao tempo. Maria Fernanda estreou na CasaCor São Paulo em 2019, em parceria. Em sua primeira participação solo na CASACOR São Paulo, a paisagista Maria Fernanda Marques assina a maior área da mostra e leva o paisagismo ecológico para a fachada do evento. São mais de 3 mil plantas nativas com mais de 70 espécies diferentes, reunidas ao trabalho de artesãos e artistas de diversas regiões do Brasil.
























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