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Brasil terá desafio histórico diante da Noruega nas oitavas: o que esperar dos escandinavos?



A Seleção Brasileira terá pela frente um dos adversários mais incômodos de sua história recente. Após eliminar a Costa do Marfim por 2 a 1, a Noruega garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 e reeditará um confronto que ainda desperta lembranças amargas para os torcedores brasileiros.

O retrospecto preocupa. Em quatro confrontos entre as seleções, o Brasil nunca venceu: são duas derrotas e dois empates. A derrota mais marcante aconteceu justamente na Copa do Mundo de 1998, na França, quando a equipe comandada por Zagallo perdeu por 2 a 1 na fase de grupos, em uma virada construída com gols de Tore André Flo e Kjetil Rekdal, este último em cobrança de pênalti nos minutos finais da partida.

O que faz da Noruega um adversário perigoso?

A atual seleção norueguesa reúne características que podem causar muitos problemas ao Brasil.

O principal destaque é o atacante Erling Haaland, artilheiro e referência ofensiva da equipe. Forte fisicamente, eficiente nas finalizações e extremamente perigoso nas bolas aéreas, o camisa 9 marcou o gol da classificação diante da Costa do Marfim e chega embalado para o duelo contra os brasileiros. Ao seu lado, Martin Ødegaard é o responsável pela organização das jogadas, distribuindo passes e acelerando os contra-ataques.

Além das estrelas, a Noruega apresenta um futebol bastante disciplinado taticamente. A equipe costuma defender com linhas compactas, reduzindo os espaços para infiltrações, e aposta em transições rápidas para surpreender os adversários.

As principais dificuldades para o Brasil

O técnico brasileiro deverá preparar a equipe para enfrentar alguns desafios específicos:

  • Neutralizar Haaland, especialmente nas bolas cruzadas e jogadas de pivô.

  • Evitar perdas de bola no meio-campo, setor onde Ødegaard costuma acelerar os contra-ataques.

  • Encontrar espaços diante de uma defesa bem organizada e fisicamente forte.

  • Manter concentração durante os 90 minutos, já que os noruegueses costumam crescer nos momentos decisivos das partidas.

A lembrança de 1998 ainda pesa

O duelo da Copa da França permanece como um dos capítulos mais emblemáticos da história entre as duas seleções. Naquela ocasião, o Brasil já estava classificado, mas foi surpreendido pela eficiência norueguesa na reta final da partida. A vitória garantiu a classificação histórica dos europeus às oitavas de final e consolidou um tabu que permanece até hoje: a Noruega é a única seleção enfrentada mais de duas vezes que o Brasil jamais conseguiu derrotar.

Agora, 28 anos depois daquele encontro em Mundiais, brasileiros e noruegueses voltam a se enfrentar em um mata-mata de Copa do Mundo. Para a Seleção Brasileira, além da vaga nas quartas de final, estará em jogo a oportunidade de quebrar um incômodo tabu histórico e escrever um novo capítulo diante de um adversário que, tradicionalmente, sempre impôs enormes dificuldades à camisa amarela.

Foto: GE l Instagram

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