O evento acontece entre os dias 16 e 19 de abril na capital do Pará
A capital do Pará, Belém, sedia a III Semana dos Povos Indígenas entre os dias 16 e 19 de abril, um dos principais encontros nacionais voltados ao fortalecimento das políticas públicas e à valorização dos povos originários no Brasil. E entre os destaques desta edição está Isabelle Nogueira, formada em Letras e antes de se tornar criadora de conteúdo, apresentadora, empresária, escritora e palestrante, foi professora, lecionando na região amazônica.
Dançarina de Boi Bumbá há 18 anos, sua paixão pela cultura local e seu talento a levaram a ser reconhecida como a Cunhã-Poranga do Boi Garantido, no renomado Festival Folclórico de Parintins, um dos maiores eventos culturais do mundo. Em 2024, participou do Big Brother Brasil, onde ganhou destaque nacional e mostrou sua dedicação às causas sociais, ambientais e culturais, destacando-se como uma defensora ativa dos direitos dos povos indígenas e da preservação ambiental.
Reconhecida nacionalmente por sua atuação na valorização da cultura amazônica, Isabelle amplia o alcance das pautas do evento, conectando os debates indígenas a novos públicos e reforçando a importância da comunicação na defesa dos direitos dos povos originários. O evento reúne mais de 600 lideranças indígenas de diferentes regiões do país para uma programação que integra debates institucionais, atividades culturais e ações de cidadania.
“É sempre uma honra e uma emoção muito grande poder representar e fortalecer a voz dos povos indígenas em espaços de diálogo e celebração como a Semana dos Povos Indígenas. Estar em Belém, um território tão simbólico e potente para a nossa história, reforça a importância de mantermos vivas nossas tradições, nossas lutas e, sobretudo, o nosso protagonismo, me sinto muito grata. Seguimos construindo caminhos com respeito, união e orgulho das nossas raízes.”, declara Isabelle.
Com o tema “Onde a ancestralidade vira decisão”, o encontro promove discussões estratégicas sobre gestão territorial, direitos indígenas, educação diferenciada e sustentabilidade, além de sediar iniciativas voltadas à implementação de políticas públicas e à ampliação do protagonismo indígena nos espaços de decisão. A programação inclui ainda feiras de etnobioeconomia e gastronomia tradicional, oficinas de formação, atividades esportivas interculturais e serviços essenciais, como emissão de documentos e atendimentos jurídicos e sociais.
A presença da Cunhã-Poranga do Brasil reforça o diálogo entre tradição e contemporaneidade, contribuindo para dar visibilidade às demandas indígenas e fortalecer a conexão entre cultura, território e identidade no cenário nacional. Com uma trajetória marcada pelo compromisso com a educação e a cultura, ela utiliza suas plataformas digitais para promover a riqueza cultural da Amazônia e sensibilizar seus seguidores sobre a importância de valorizar e proteger as tradições indígenas. Este ano, Isabelle repetirá o sucesso do Festival da Cunhã. Na primeira edição, em 2025, o projeto idealizado por ela em parceria com a Mynd, maior agência de marketing de influência e entretenimento do país, superou todas as expectativas e se consolidou como um marco cultural e sustentável.
O evento reuniu mais de 30 mil pessoas na Arena da Amazônia, para prestigiar as apresentações de artistas regionais, contou com a doação de quase 30 toneladas de alimentos que foram distribuídos para comunidades em situação de vulnerabilidade, o plantio de 758 árvores nativas em áreas degradadas, além de uma praça de alimentação e uma feira de artesanato de empreendedores locais.
Com o propósito de valorizar as raízes indígenas e nortistas, a programação dos convidados da cunhã-poranga do Brasil incluiu uma série de experiências que proporcionaram uma imersão profunda na floresta amazônica. Um grupo de 100 influenciadores e artistas de diversas regiões do país participaram da vivência, para promoverem as riquezas da região norte do Brasil. Entre as atividades, o encontro com os botos-cor-de-rosa e almoço em comunidade indígena. A festa é aberta ao público e consolida Belém como um importante polo de articulação política e cultural dos povos indígenas no Brasil.























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