Com uma trajetória marcada por paixão, persistência e amor à música, o radialista Cirilo Reis segue como uma das vozes mais reconhecidas do rádio nacional. Atualmente à frente de dois importantes espaços radiofônicos — o programa Tarde Nacional, na Rádio Nacional (87.1 FM), e o “Túnel do Tempo”, na Rádio Roquette-Pinto (94.1 FM) —, ele mantém viva a tradição radiofônica com conteúdo musical, entrevistas e interação com o público.
Dos sonhos no interior à consagração no rádio
Nascido em 17 de junho de 1949, na cidade de Ponte Nova, em Minas Gerais, Cirilo Reis iniciou sua relação com a comunicação ainda na infância. Antes mesmo de ingressar profissionalmente no rádio, já demonstrava talento artístico ao cantar em apresentações locais e participar de iniciativas culturais em sua cidade natal.
A mudança para o Rio de Janeiro, em 1973, foi decisiva para sua carreira. Pouco tempo depois, começou a trabalhar em emissoras como as rádios Tupi, Mundial e Globo, consolidando experiência e ampliando seu alcance no meio radiofônico.
Em 1977, ingressou na tradicional Rádio Nacional, um dos maiores berços da comunicação brasileira, onde sua carreira ganharia projeção nacional.
O fenômeno “Musishow” e a consagração
O grande marco de sua trajetória veio nos anos 1980, quando criou o programa “Musishow”. A atração nasceu de uma proposta simples: resgatar músicas esquecidas no acervo da emissora. O resultado surpreendeu.
O programa rapidamente se tornou líder de audiência e um fenômeno de participação popular, chegando a receber mais correspondências do que todos os demais programas da emissora somados.
Com o sucesso, o “Musishow” teve seu horário ampliado e permaneceu no ar por mais de três décadas, encerrando sua trajetória em 2011 após 31 anos.
Além do rádio, Cirilo também teve passagens pela televisão, participando de produções como novelas e minisséries da TV Globo, mostrando versatilidade artística.
Atualidade: tradição e renovação no ar
Hoje, Cirilo Reis segue ativo e relevante no cenário radiofônico. No Tarde Nacional, ele integra a programação que leva informação, prestação de serviço e cultura ao público carioca, com música e entrevistas que dialogam com o cotidiano da cidade.
Já na Rádio Roquette-Pinto, com o programa “Túnel do Tempo”, o radialista resgata sucessos de décadas passadas, proporcionando uma viagem nostálgica que conecta diferentes gerações de ouvintes.
Quadros como o “TBT do Cirilão”, no Tarde Nacional, reforçam essa proposta de memória musical, trazendo artistas e histórias que marcaram época.
Reconhecimento e legado
Ao longo da carreira, Cirilo Reis acumulou importantes homenagens e premiações, como a Medalha Pedro Ernesto, concedida pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, e honrarias de instituições como Lions Club e Rotary.
Mais do que prêmios, seu maior legado é a contribuição para a valorização da música brasileira e a manutenção da tradição do rádio como meio de comunicação popular, acessível e afetivo.
Curiosidades da carreira
Antes de se firmar como radialista, sonhava em ser cantor e chegou a se apresentar ainda criança em programas locais.
Trabalhou em grandes emissoras como Tupi, Globo e Mundial antes de chegar à Rádio Nacional.
O “Musishow” ajudou a resgatar carreiras de artistas esquecidos e marcou época no rádio brasileiro.
Participou de produções televisivas, mostrando versatilidade além do rádio.
Com décadas de dedicação, Cirilo Reis permanece como uma das vozes mais emblemáticas do rádio brasileiro — um comunicador que soube evoluir com o tempo sem perder a essência, mantendo viva a conexão entre música, memória e público.























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