Header Ads Widget

Toneladas de cartas para Xuxa fizeram Globo alugar galpão e contratar 12 funcionários



Boni revela destino das correspondências recebidas pela apresentadora durante o auge do “Xou da Xuxa”, em 1987

O sucesso de Xuxa Meneghel durante o auge do “Xou da Xuxa”, na década de 1980, chegou a propor um desafio logístico para a TV Globo. O volume de cartas enviadas pelos fãs à apresentadora foi tão grande que a emissora precisou alugar um galpão especialmente para armazenar as correspondências.

A revelação foi feita nesta quinta-feira (3) por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, ex-diretor e ex-vice-presidente de Operações da Globo. Segundo ele, somente em 1987 a quantidade de cartas recebidas por Xuxa alcançou proporções impressionantes.

“Você não imagina o que fazer com as toneladas de cartas que a Xuxa recebeu no ano de 1987. A quantidade foi tão grande que eu tive que alugar um galpão, mas não era um galpãozinho”, relatou Boni.

De acordo com o executivo, o espaço precisou contar com uma verdadeira estrutura operacional para dar conta do material. O galpão tinha empilhadeiras, prateleiras e uma equipe de 12 funcionários dedicada exclusivamente à organização das cartas.

“Foi um galpão com empilhadeira, com prateleiras e 12 funcionários para cuidar das cartas. Uma coisa brutal”, acrescentou.

Cartas quase foram queimadas

Boni também contou que, diante do gigantesco volume de correspondências acumuladas, surgiu a ideia de dar fim ao material no final daquele ano. A proposta era levar as cartas para outro local e queimá-las.

No final do ano, queriam fazer um incêndio, levar as cartas para um lugar qualquer e queimar aquelas cartas todas”, revelou.

O episódio dá uma dimensão do fenômeno de popularidade alcançado por Xuxa naquele período. Exibido pela Globo a partir de 1986, o “Xou da Xuxa” rapidamente se transformou em um dos maiores sucessos da televisão brasileira, especialmente entre o público infantil.

As cartas enviadas pelos telespectadores eram uma das principais formas de comunicação entre os fãs e a apresentadora em uma época anterior à internet, às redes sociais e aos aplicativos de mensagens. O volume acumulado em 1987 acabou se tornando um símbolo do tamanho da “febre Xuxa” no Brasil.

Décadas depois, a história revelada por Boni ajuda a dimensionar como a relação entre a apresentadora e seu público ultrapassava as telas da televisão — chegando a gerar uma operação própria para administrar toneladas de mensagens de fãs.

Postar um comentário

0 Comentários