Evento reuniu pesquisadores e instituições parceiras para debater avanços em medicina de precisão, terapia gênica e nanotecnologia aplicados a um dos tumores cerebrais mais agressivos
Durante o seminário, o neurocirurgião Iuri Neville, do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), apresentou aspectos relacionados ao diagnóstico e às possibilidades terapêuticas disponíveis atualmente. Um dos desafios enfrentados no tratamento do glioblastoma é a resistência que o tumor pode desenvolver aos medicamentos, o que reforça a importância da pesquisa de novas abordagens terapêuticas. Nesse campo, o IPT participa, em parceria com instituições de pesquisa, hospitais, empresas, startups e especialistas, de estudos que investigam estratégias para bloquear mecanismos genéticos associados à resistência do tumor ao tratamento medicamentoso. Segundo Natália Cerize, pesquisadora da área de Bionanomanufatura do IPT, uma das abordagens estudadas combina o bloqueio de genes relacionados à resistência tumoral com sequências personalizadas de RNA. O objetivo da pesquisa é investigar formas de favorecer a resposta do tumor ao tratamento.
Para transportar essas moléculas até as células tumorais, os estudos utilizam nanopartículas, estruturas extremamente pequenas, medidas em nanômetros — cada nanômetro corresponde a um bilionésimo de metro. O encapsulamento de substâncias em nanopartículas é uma das estratégias pesquisadas para aumentar a precisão da entrega de agentes terapêuticos ao alvo desejado. Durante o encontro, Natália também destacou a importância de ampliar o acesso da sociedade a informações científicas confiáveis e em linguagem acessível, especialmente em temas complexos relacionados à saúde. A divulgação de informações baseadas em evidências pode contribuir para aproximar pacientes, familiares e a sociedade dos avanços e desafios da pesquisa científica.
A pesquisadora Helena Gomes, diretora do Núcleo de Tecnologias Avançadas para Bem-Estar e Saúde Aplicados às Ciências da Vida do IPT (Nutabes), abordou as etapas necessárias ao desenvolvimento de novas terapias, que envolvem estudos e avaliações de segurança e eficácia antes de uma eventual aplicação clínica. O seminário ocorreu no Dia Nacional de Conscientização do Glioblastoma, data dedicada a ampliar o conhecimento sobre a doença e chamar a atenção para a importância da pesquisa científica na busca por novas possibilidades de diagnóstico e tratamento. As pesquisadoras Natália Cerize (E) e Helena Gomes, do IPT, explicam o estudo que envolve parcerias científicas e tecnológicas No site da Rede GBM uma animação explica, em linguagem acessível, a doença e a pesquisa com nanopartículas. Assista em: https://www.youtube.com/watch?
Ao final do encontro, foi apresentado o site da Rede GBM — Brazilian GBM Multi-Omics Data Portal. A plataforma reúne dados públicos relacionados ao glioblastoma e poderá incorporar informações produzidas no âmbito do projeto NanoGlioGen, em desenvolvimento com participação do IPT.. A iniciativa busca integrar informações e conhecimentos de áreas como genômica, nanotecnologia e inovação em saúde, contribuindo para o avanço das pesquisas sobre o glioblastoma e para o desenvolvimento de abordagens terapêuticas personalizadas. O seminário foi transmitido ao vivo, com o tema Um futuro de esperança começa com informação, e está disponível para consulta.
Saiba mais:
Acesse o site da Rede GBM: https://redegbm.wordpress.com/
Assista à transmissão do seminário: https://www.youtube.com/watch?
























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