O Sábado de Zé Pereira deste ano foi marcado por um carnaval histórico no coração de Pernambuco. O tradicional Galo da Madrugada, reconhecido pelo Guinness World Records como o maior bloco carnavalesco em linha reta do mundo, tomou as ruas do centro do Recife na manhã do último sábado (14), em um desfile que terminou sendo uma celebração emocionante da cultura popular, da diversidade e da união entre povos.
Com início às 9h da manhã, o cortejo percorreu cerca de 6,5 quilômetros de percurso repleto de cores, ritmos e alegria, animado por cerca de 30 trios elétricos, seis alegorias e atrações artísticas que mesclaram frevo, maracatu, tecnobrega, pop e MPB.
Uma festa de cores, ritmos e causas
A edição deste ano trouxe o tema “Frevo no Planeta Galo”, que uniu a tradição carnavalesca com uma mensagem de conscientização ambiental e sustentabilidade — com destaque para alegorias e mensagens que destacavam a fauna e flora brasileiras, além de práticas de reciclagem ao longo do desfile. Um dos grandes homenageados do galo foi Dom Hélder Câmara que foi representado por um enorme coração, assim colo era realmente esse religioso.
O evento também foi multicultural. Milhares de foliões de várias partes do Brasil se juntaram aos recifenses. Entre os visitantes, um número expressivo de Limoeirenses — vindos especialmente da cidade de Limoeiro, no interior de Pernambuco — “invadiu” o Recife para participar da folia. Vestidos com fantasias que misturavam tradições locais com a estética carnavalesca, eles trouxeram ainda mais energia ao bloco, reforçando o caráter festivo e plural do Galo da Madrugada.
Milhões de foliões nas ruas
As estimativas oficiais indicaram que mais de 2,5 milhões de foliões acompanharam o percurso do Galo da Madrugada ao longo das ruas do Recife, transformando o centro da cidade numa enorme passarela de alegria e confraternização.
A festa atraiu também atenção de autoridades e turistas. A mistura de públicos e contaminou toda a cidade: onde se via apenas um bloco de carnaval, acabou se transformando num espaço de encontro entre diferentes gerações e origens, alunos de escolas, famílias, artistas e moradores de todo o Brasil.
Tradição que atravessa gerações
Criado em 1978 por um grupo de amigos que queria reviver os carnavais tradicionais, o Galo da Madrugada passou de uma pequena manifestação carnavalesca para um fenômeno cultural que ultrapassou fronteiras — inspirando blocos em outras cidades do país e do mundo.
Mais que um desfile, o evento se consolidou como um símbolo de resistência cultural, união e criatividade popular. Neste sábado, o Recife provou, mais uma vez, que o espírito de carnaval pode ser emocionante, multicultural e capaz de reunir pessoas de todos os cantos em uma só avenida: da capital às cidades como Limoeiro, que aportaram em massa para a grande festa.






















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