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Bortoleto mantém os pés no chão sobre desafio da Audi na F1: “Se o carro não for competitivo, não importa o que eu quero”


Enquanto a pré-temporada da Fórmula 1 avança para as sessões de pista no Bahrein, o piloto brasileiro Gabriel Bortoleto, agora protagonista da entrada da Audi na categoria, traça um discurso de realismo e ambição contida sobre as perspectivas do novo projeto alemão.

Nesta quarta-feira, em meio aos testes de pré-temporada, Bortoleto reiterou que o fator determinante para o sucesso da Audi na sua estreia na F1 não será apenas o entusiasmo ou o talento individual, mas sim a competitividade do carro. “Se o carro não for competitivo, não importa o que eu quero”, declarou o piloto — uma declaração que reflete a complexidade de entrar em uma categoria onde desempenho mecânico e aerodinâmico ainda ditam as posições no grid.

A afirmação vem em um momento em que a equipe implementou mudpods com solução radical para melhorar o desempenho aerodinâmico, numa tentativa de evoluir substancialmente o projeto do novo carro em relação aos testes iniciais em Barcelona.

Audi e o longo caminho rumo à competitividade

Desde a aquisição da Sauber e a transformação em Audi F1 Team, a marca alemã prometeu uma abordagem progressiva: construir um programa sólido e competitivo, com resultados crescendo ao longo das temporadas. A expectativa dentro da escuderia é que o carro seja um salto tecnológico em relação ao passado, mas que os frutos concretos dependam de um desenvolvimento contínuo ao longo da temporada.

A Audi apresentou seu novo bólido em 2025, fortalecendo a identidade da equipe e colocando Bortoleto e o experiente Nico Hülkenberg como dupla de pilotos para 2026. A meta pública é clara: estabelecer bases sólidas agora para brigar por vitórias e até pelo título em anos futuros.

Realidade dos testes e adaptação ao novo regulamento

Os treinos de pré-temporada têm evidenciado as dificuldades iniciais de adaptar um carro às exigências do novo regulamento técnico da F1. Os modelos de 2026 trazem mudanças profundas em aerodinâmica e motor, o que tem exigido paciência e aprendizado tanto dos pilotos quanto dos engenheiros.

Bortoleto, de 21 anos, tem destacado que a experiência ao volante do novo projeto é positiva, mas que ainda há muito trabalho pela frente para extrair o máximo do hardware e melhorar o equilíbrio do carro.

Uma estreia sob os holofotes, mas com pés no chão

A declaração do brasileiro reflete um entendimento claro de que a Fórmula 1 — mais do que um jogo de pilotos — é uma corrida de desenvolvimento técnico e investimento. Para Bortoleto, capaz de grandes performances individuais, a chave será ter um carro que o permita competir de igual para igual com as principais equipes da categoria. Caso contrário, mesmo o melhor piloto do mundo dificilmente atingirá resultados expressivos.

Com a temporada oficial começando em março, no GP da Austrália, a torcida brasileira agora acompanha não apenas o talento de Bortoleto, mas a evolução do pacote completo que a Audi leva à pista.

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