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O impacto do 5G no Brasil dependerá de planejamento e da infraestrutura de Edge Computing



Existe uma grande expectativa em relação à chegada do 5G ao Brasil, a partir de julho deste ano. Nada mais natural, afinal, a evolução da tecnologia de rede para internet móvel pode (e vai, em algum momento) representar uma mudança radical nos serviços oferecidos aos usuários finais e em tarefas básicas do nosso dia a dia. Como ponto de partida, podemos citar, entre as principais vantagens: a maior rapidez na entrega de dados, a melhor qualidade da conexão, a cobertura mais ampla e a menor latência -- isso sem falar na redução do consumo de energia e no efeito catalizador que proporciona a outras inovações que estão pedindo passagem, mas ainda dependem de uma infraestrutura tecnológica mais avançada e adequada.

Mas, para que o 5G tenha o impacto imediato que as pessoas esperam, é preciso planejar e realizar. Por trás da vontade de acessar um ecossistema tecnológico mais dinâmico, existe uma enorme complexidade de infraestrutura invisível aos consumidores finais, mas que suporta os datacenters e precisa ser preparada adequadamente. No caso específico do Brasil, é preciso avaliar a extensão do nosso território, suas particularidades regionais de desenvolvimento econômico e social, além da capacidade das empresas, estatais ou privadas, de se programarem para a aquisição dos equipamentos necessários à implementação da nova tecnologia.
 
Além disso, se pensarmos no momento que vivemos, em termos globais, mais do que todo o cenário de pandemia e escassez de mão-de-obra especializada, lidamos com a escassez de semicondutores, componentes que são a matéria-prima para a produção dos chips utilizados em servidores, aparelhos eletrônicos e computadores -- e que, obviamente, também tem um desdobramento importante no que se refere a infraestrutura tecnológica. Paralelamente à preocupação de se preparar, existe ainda o desafio de entregar os projetos, cada vez mais demandados. Neste cenário, é necessário se destacar, por exemplo, a avalanche de pedidos de servidores Edge Computing (computação de borda), que funcionam como uma espécie de satélite dos datacenters, para que o processamento das informações aconteça mais próximo ao usuário ou na própria fonte de dados. Segundo a consultoria Front & Sullivan, 90% das indústrias do mundo devem apostar nesta tecnologia ainda em 2022.
 
Esta alta demanda por Edge Computing também está relacionada ao 5G. Para que a tecnologia 5G funcione em plenitude, as operadoras vão precisar de servidores mais perto da borda. Isto é, dos usuários que irão interagir em tempo real com as informações via nuvem ou datacenters físicos. A infraestrutura de Edge Computing catalisa as possibilidades geradas pelo 5G e oferece uma relação muito mais imediata, ideal para ser aplicada, principalmente em ambientes externos, como nas antenas de celulares, comércio varejista, plantações rurais, transporte, plantas de óleo & gás e indústria. Não basta ter acesso ao 5G, é preciso estar preparado. Portanto, enquanto as operadoras preparam a infraestrutura para oferecer a conexão, os empresários não podem esperar sentados. É necessário adequar seus business plans aos planos de aquisições de infraestrutura e se preparar para extrair o verdadeiro potencial desta “supervia de informações” com mais tecnologia. O futuro que queremos tem de ser feito com planejamento e sabedoria, e quem estiver pronto vai dar um passo importantíssimo frente aos concorrentes.

* Silvio Ferraz de Campos é CEO da Positivo Servers & Solutions. Formado em administração de empresas e responsável pelo marketing e vendas da Positivo Servers & Solutions, trabalha há mais de 30 anos no setor de TI. Em 1988, fundou a Accept, antigo nome da Positivo Servers & Solutions.

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