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Como enfrentar o luto em meio a pandemia




Especialistas explicam as particularidades do luto e como a pandemia mudou a forma de se despedir de um ente querido

O Brasil ultrapassou a impressionante e triste marca de 500 mil mortes por Covid-19. Diariamente, temos uma média de mais de mil mortes pelo Coronavírus no país. Essa triste realidade representa milhões de brasileiros que perderam um ente querido na pandemia e não puderam se despedir de maneira tradicional. O luto é um momento difícil, sobretudo quando não podemos vivenciar os rituais de despedida aos quais estamos habituados em nossa sociedade e cultura. Na pandemia, o fato de não podermos contar com a proximidade do outro parece tornar nossa dor mais solitária e difícil de ser vivenciada.

Falar de saúde mental é falar de vida, já que manter o bem estar psíquico é tão importante quanto cuidar da saúde física. De modo geral, se reconhecem cinco fases do luto: negação/isolamento, raiva, barganha, depressão e aceitação. De acordo com a coordenadora do curso de psicologia do Centro Universitário dos Guararapes (UNIFG), Geovana Santos, é preciso expressar os sentimentos. “É importante lembrar da necessidade de se permitir sentir a dor desse momento particular, chorar, sentir saudades. Sem bloquear a expressão dos sentimentos. Tendo a devida paciência consigo e com o momento vivido. E caso a dor da perda se torne extrema e inviabilize as outras atividades diárias, é necessário estar atento para buscar ajuda profissional”.

As redes sociais têm sido importantes, sobretudo nesse momento de pandemia e distanciamento social. Elas podem ser usadas como ferramenta para minimizar o distanciamento, viabilizando o contato com amigos e parentes. A psicóloga e professora da UNIFG, Jéssica Tenório, afirma que buscar redes de apoio virtuais, podem ajudar na superação do luto, mas é essencial ter cautela. “É importante encontrar estratégias, seja através de encontros on-line, conversas por telefone ou atividades prazerosas que ajudem a vivenciar esse momento de forma mais leve. Muitas vezes as redes favorecem o compartilhamento de sentimentos e dão sensação de solidão amenizada, porém é importante se ter cautela, para que não ultrapasse os limites da exposição pessoal, pois nas redes nem sempre é possível direcionar a mensagem enviada. Há lugares e profissionais, inclusive no campo virtual, que podem contribuir na vivência desse momento, respeitando o devido sigilo e particularidade da dor de cada pessoa”.

O Centro Integrado de Saúde (CIS) da UNIFG  oferece atendimento psicológico gratuito para pessoas que sofreram alguma perda devido à Covid-19. Para ser atendido, é necessário fazer o agendamento da consulta através do telefone (81) 3461-5514 ou pelo (81) 3461-5529.

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