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O triunfo do banal


Assombrosa a empolgação de muitos adeptos da Rede Globo à presença do apresentador televisivo Márcio Bonfim (de Pernambuco), transmitindo o Jornal Nacional da TV Globo. Aqui em Pernambuco somos habituados quer queira quer não à comunicação deste apresentador, haja visto se faz presente há alguns anos nos telejornais da referida emissora. Como bem sabemos, no Brasil até se escapa de uma praga bem posta por desafeto, da Globo não… Residências, espaços públicos, instalações de saúde (incrível como consultórios médicos tem sempre uma TV na sala de espera ligada na… TV Globo), praticamente todo lugar em que haja assento de espera, lá, provavelmente, vai haver um aparelho televisivo ligado na Globo. Também das ruas – camelôs, farmácias, lanchonetes, etc. E ainda restaurantes: dois, três, cinco, seis!! aparelhos de TV tela plana e enorme passando a… sim! Rede Globo. Aos regionalismos, aspecto tão marcante do Brasil, em cada canto os rostos e vozes são de muito conhecimento do público, quer queira quer não. 

O apresentador Márcio Bonfim fez seu trabalho neste 31 de agosto de 2019 para todo o país… E foi um frenesi em muita gente pernambucana! Em que pese a colegas de profissão, que veem talvez uma promoção ao profissional, ou a amigos e familiares que veem o esforço do comunicador por vários anos, algum festejo o é de fato adequado. Ora, é o espaço televisivo no Brasil (e na esmagadora maioria dos países do mundo) de uma projeção pessoal poderosíssima a quem o usa. Estamos falando no mínimo de um bom emprego que propicie as contas pessoais e da família bem pagas. Mas não mais que (talvez) uma promoção pessoal profissional/financeira, não reside ao trabalho de um comunicador de frequência televisiva, nenhuma razão outra de extaordinarissimo. Em que pese, mais uma vez, os regionalismos desse país gigante, perceber um perfil pessoal (voz, rosto, biotipo, gestual, expressões) de identificação diária no seu regionalismo em âmbito nacional, a causar alguma comoção, empolgação, surpresa e encantamento a quem de fato é adepto da Rede Globo e ainda não o fez a devida crítica desta emissora. Quem quer o mau para si mesmo? (excluindo-se os/as masoquistas)… “Ninguém procura o mau para si mesmo!” – é a resposta. Então, uma pessoa – exceto masoquismo – não deveria assistir a Rede Globo. Telejornais o são a programação mais nociva. E o Jornal Nacional é um conteúdo que produz um malefício diário aos brasileiros há algumas décadas. 

Uma leitura crítica revela essa afirmação… Muitas já foram feitas em estudos científicos, em discursos e estudos de pessoas de várias áreas do Brasil, e outros estudo serão feitos ainda para não deixar-se dúvidas à população de agora e futura: o Jornal Nacional é criminoso com viés nazista claro em sua pauta. O poder que a televisão alcançou no mundo não estava previsto em nenhum dos mais prognósticos dos intelectuais, cidadãos, jornalistas no início da imprensa livre, à época dos levantes libertários dos 1700/1800. Ao estabelecer-se as referências de uma forma governamental de poder tripartídico, reservou-se à imprensa o papel de auxílio da condução republicana, deixando livre a cada cidadão e/ou órgãos de comunicação “botar a boca no trombone ” sempre que preciso a fim de aperfeiçoamento do Estado Democrático… Não contavam que em quase dois séculos depois, esta dita força auxiliar poeria sequestrar toda uma nação com seu poder a impedir, a moldar, atuação dos três poderes, bem como influenciar a opinião das massas também aos seus moldes. A TV Globo sequestrou o Brasil há algumas décadas e ainda o mantém assim. Neste 31 de agosto de 2019, quando incia-se as comemorações dos 50 anos de instalação deste nefasto engodo jornalistico, o JN, também completa-se 3(três) anos da aplicação do impechment a Dilma Rusself. 

Ora, até 31 de agosto de 2016, por mais de 4(quatro) anos, a TV Globo, especialmente o Jornal Nacional fez aberta campanha de perseguição e difamação à Dilma, ao PT principalmente, e também a Lula. Gosto de citar como exemplo maior aspecto subliminar que nem todo mundo percebe… mas vai construindo um sentimento em relação ao tema, se por anos a fio, aquele sinal comunicativo é fixado ao telespectador: refere-se à entonação de voz do publicitário Wiliam Boner quando fala a palavra “PT” (Partido dos Trabalhadores); esse publicitário por algumas milhares de vezes ao longo de 4, 5 anos, chamava qualquer matéria relacionada ao Partido dos Trabalhadores narrando a sigla PT em ríspido e despresível tom de voz – nada melódico e suave como o faz para falar “PSDB” ou “PMDB”. Quem não se deu conta disso ainda, assista! Ele continua o mesmo! e veja edições anteriores: lá está o publicitário Wiliam Boner trincando os dentes (isso mesmo!), como que cuspindo, de expressão facial fechadíssima, severa e ameaçadora a dizer secamente as duas sílabas: “Pê Tê”. Junta-se a esta técnica de entonação de voz os ângulos de câmera, a iluminação, movimento de câmera e edição do falso jornalismo de nome Jornal Nacional. Não dá outra: quem assiste milhares de vezes esse truque vai tomar ódio do “Pê Tê”. E assim querem os financiadores da TV Globo: um povo com ódio de forças políticas que valorizam a classe trabalhadora e a soberania nacional… com um povo eleitor golpeado por técnicas subliminares, quem chega ao poder são os políticos do interesse do alto capital financeiro nacional e internacional que só querem mesmo é rapinar o país, além de explorar a classe trabalhadora. Além das técnicas de apresentação, as matérias escolhidas também vão sequestrar as instituições, importantes e influentes pessoas e o povo… 

O Jornal Nacional pode por exemplo abrir sua edição com Wiliam Boner de rosto seríssimo como que anunciar uma bomba atômica (isso mesmo!! como a anunciar uma explosão de bomba atômica!!) e citar de “dois pedalinhos que a falecida ex-primeira dama do Brasil havia comprado para um sítio que frequentava”… ou, no mesmo tom, que dois tíquetes de pedágio foram descobertos numa das estradas que leva ao sítio em que o ex-presidente Lula descansava. Com o mesmo tom de BOMBA ATÔMICA DETONADA, anuncia o blefe de jornalista Wiliam Boner que “um barco foi encontrado em nome de Lula”… e assim vão construindo um verdadeiro TERROR nas mentes brasileiras menos críticas – e, infelizmente, essa parcela da população é a maioria do povo. Ao tempo de dedicar 10(dez) minutos para mostrar a compra de um barco de lata (COM NOTA FISCAL!!) ser o maior problema do Brasil, pode essa redação de (pseudo)jornalismo, colocar uma moça reporter bem bonita falando pausadamente, com um largo sorriso, em plano aberto, numa área externa, com profundidade de campo, sem nenhum desconforto no local onde está, anunciando esta moça “a venda do pré-sal brasileiro” ou “a privatização da Embraer”. Assim mesmo, quase que saltitante de alegria. Ou, jornalistas veteranos como Delis Ortiz apresentar as negociatas de Temer para se livrar dos processos que lhe foram impostos como negócios muito naturais! Lá está a voz da jornalista de modo muito suave, melódico e sorridente, dizendo o que pedem os deputados e o que oferece Temer para votar “Não” e o processo não seguir para o supremo – foi assim por duas vezes. Discorrer sobre as estratégias manipuladoras da TV Globo é menu extenso… Some-se esse novato: extrair perfis regionais de profissionais a pô-los em primeiro plano da grade nacional como a apresentar uma atenção aos regionalismos. A grade regional da TV Globo é irrisória, outrossim cada região tenha profissionais, técnicas e estrutura para desenvolver sua grade bem mais extensa do que é. Com o sequestro das mentes, a TV Globo faz de suas transmissões nacionais um dos espaços mais “prestigiados” do país e assim, explora a apresentação do Jornal Nacional como a uma promoção do comunicador/comunicadora regional. Mas é mesmo o que a TV Globo tem a oferecer a seu público além de manipulações: NADA. Porquê não é nada extraordinário, em absoluto, um comunicador regional apresentar um telejornal nacional. Nenhuma especialidade reside nisso. Em hipótese alguma haverá mudança sine-qua-non à vida dos telespectadores ante a um fato desta ordem, nem mesmo muda a estrutura da programação da emissora… Definitivamente é banal, mais banal ainda quando o substituto(ou convidado) faz o que deve ser feito na função, e… nada mais que isto. Pesa sim ao indivíduo exposto em rede nacional televisiva, sua imagem pessoal: um forte vínculo com a emissora em que atua. E quando é a Rede Globo isto é muito ruim para qualquer pessoa – há exceções porém, como a Wiliam Boner. Então, aos adeptos da Rede Globo, hoje, 31 de agosto de 2019, houve “uma novidade”, “um diferencial” no seu (falso)jornalismo televisivo, algo que em Pernambuco, a muitos fans deste monstro maldoso que é a Globo foi festejado.  

Lamento muito isso. É realmente muito triste vermos muitas pessoas perderem seu tempo celebrando euforicamente uma banalidade e nada mais que uma banalidade. E lamento a Marcio Bonfim, que em Pernambuco o vejo desenvolver um jornalismo útil, junto à redação da TV Globo Nordeste – com grade pequena, em um turbilhão de fatos acontecendo, fazendo os esforços precisos… Ao Jornalismo televisivo pernambucano cabe um outro texto opinativo, mas em linhas gerais põe-se em foco ao tema, à matéria, e toda a estrutura envolta na notícia segue por orientação ao que está sendo posto, cumprindo-se de algum modo ao fim maior: informar. Em que pese bairrismos deste escritor, há um diferencial do jornalismo pernambucano ao sudestino ao menos, e ao certo aos de rede nacionais… Daí que é sofrível vermos um excelente repórter televisivo como Macio Bonfim sentar à cadeira de um farsante como Wiliam Boner – este não é jornalista e insiste em fazer as vezes de tal. Picareta.

 Walter Eudes /  Bel Comunicador

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