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Representações Afro debatem Igualdade Racial em Limoeiro

Jorge Arruda percorre o Estado | Imagem Divulgação


 No dia 10 de julho, o município de Limoeiro sediou a Escuta Estadual de Povos de Terreiros. Em encontro realizado no auditório da Faculdade de Ciências Aplicadas de Limoeiro (FACAL), aproximadamente 100 babalorixás e Yalorixás de diversas regiões do Estado de Pernambuco somaram-se aos Yas de Limoeiro em rodas de debates. O evento fez parte da etapa de preparação para III Conferência Estadual de Igualdade Racial. Problemáticas, depoimentos, situações de enfrentamento aos preconceitos foram alguns dos pontos elencados pelos participantes, cada qual destacando as particularidades de suas regiões.

Para o secretário executivo da Promoção de Igualdade Racial, Jorge Arruda (foto), a difusão da informação com a democrática participação mostra significativos avanços dentro do Estado. “Estamos acreditando nessa história desde o ano de 2007, quando passamos a receber efetiva atenção do Governo do Estado. Debater e lutar pela igualdade racial é acreditar que melhores dias podem acontecer”, disse o secretário. “Não podemos nos calar diante dos preconceitos, pois precisamos dizer não a intolerância religiosa e sim as leis que nos garantem os direitos”, reforçou.

De acordo com o secretário executivo, o principal foco dos movimentos é garantir a cidadania plena dos cidadãos pernambucanos, independente das opções religiosas, focando, principalmente, ações para defender as classes mais atingidas pelos preconceitos, notoriamente as afrodescendentes. “Os povos de terreiros tem os seus espaços e sempre deverão ter. São homens e mulheres que pagam impostos, sendo assim, precisam ser respeitados”, pontuou Jorge.

Orgulhoso da cor da pele e da opção religiosa, o jovem Leonardo Antônio, 23 anos, diz lutar diariamente pelo reconhecimento. “Todos querem nosso respeito e nossos serviços. E porque a recíproca não acontecer. Somos iguais. A cor ou sua opção não o difere de outro cidadão, pois os meus deveres são cobrados. Por isso queremos também os direitos”, desabafou.

De acordo com o secretário, foram confirmados aproximadamente 5 mil terreiros em Pernambuco e mais de 50 na região do Agreste Setentrional. Esses números serão confirmados durante catalogação que será realizada em Limoeiro e na região, a partir do dia 12 de agosto, com a parceria dos estudantes da Faculdade de Ciências Aplicadas de Limoeiro (FACAL) e outras instituições educacionais do Recife.

Antes, no dia 07, será realizada a Conferência Municipal da Igualdade Racial de Limoeiro. Já no dia seguinte (08), acontecerá a regional. As atividades serão vivenciadas no auditório da Escola Estadual Padre Nicolau Pimentel, no Centro de Limoeiro. As atividades e experiências vividas nos encontros de escuta e conferências sinalizam, segundo Arruda, para formação do primeiro núcleo Afro do interior do Estado.

Fonte: Blog do Agreste

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