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Pescadores de Limoeiro são capacitados no Chapéu de Palha da Pesca Artesanal



Através do Programa Chapéu de Palha da Pesca Artesanal, instituído pelo Governo de Pernambuco, 45 pescadores e pescadoras da colônia Z32, constituída na Comunidade de Ribeiro Grande, Zona Rural de Limoeiro, estão sendo capacitados com aulas práticas e teóricas sobre beneficiamento e conservação do pescado. As aulas que começaram desde o dia 04 de novembro seguem até o dia 04 de dezembro no grupo escolar da comunidade, todas as segundas e terças-feiras, nos turnos da manhã e da tarde. “Essa capacitação pretende fazer com que o pescador veja possibilidades no produto que ele tem na represa e na colônia”, explicou a professora e engenheira de pesca, Érica Oliveira. 
 
Segundo a engenheira, entre os principais assuntos trabalhados com os pescadores limoeirenses estão manipulação de alimentos de forma segura mantendo a sanidade e preocupação com a segurança alimentar. “Nossas informações teóricas e práticas serão somadas ao conhecimento que eles detêm em virtude da experiência como pescador”, destacou Érica. Ela também ressaltou que o curso está sendo ministrado por conta da recente regularização da colônia. “A partir do momento em que eles (pescadores) foram incluídos como colônia Z32 puderam ser inseridos no programa Chapéu de Palha, que é a primeira iniciativa para a pesca artesanal no Estado”, reforçou a professora.
Em Limoeiro, a implantação do programa conta com o apoio da prefeitura municipal, através da secretaria de Agricultura, Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico. Para o secretário da pasta, Marcos Pinto, a parceria motiva o fortalecimento da classe de pescadores do município. “Sabemos que na região temos aproximadamente 200 pescadores, mas que não se cadastraram. Hoje, temos uma média de 50 inscritos no programa. Alguns outros estão vindo e começando a acreditar na organização. É preciso que todos integrem a colônia e possam receber os benefícios dos programas sociais”, alertou o secretário. 
 
O presidente da colônia Z32, Jailson Silva, também tem reforçado a ideia de unidade entre os profissionais da pesca. “O pescador tem a oportunidade de se capacitar e contar com a ajuda financeira do programa, principalmente neste período de estiagem. É preciso que todos acreditem no trabalho da colônia e se cadastrem. Nosso trabalho é visando a melhoria do trabalho para o coletivo”, comentou Jailson, ao adiantar que no início de março do próximo ano, com data a ser definida, um novo calendário de cadastramento será encaminhado ao município e, consequentemente, “novos pescadores poderão efetuar o cadastro”.
Para o pescador Severino Silva, o popular “Alemão”, a cultura da pesca está em crescimento e com as informações obtidas no curso poderá melhorar a qualidade do seu produto. “Temos a experiência da pesca, mas alguns detalhes são importantes, como por exemplo, conservar o peixe de forma adequada. Quanto mais o peixe estiver limpo, os clientes virão buscar o nosso peixe fresco e sadio”, comentou. Segundo Alemão, no início ele mesmo não acreditou no programa, o que mais tarde foi diferente. “Chamo a atenção daqueles que ainda não se cadastraram em nossa colônia. Precisamos unir forças e mostrar nossa organização”, afirmou. Atualmente, a maioria dos pescadores está atuando na Barragem do Carpina (Prainha) e na Barragem de Tapacurá.
Alfredo Neto | Departamento de Imprensa

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