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Rubens Sacramento




Hoje a noite será a entrega dos títulos de cidadãos Limoeirense e para prestigiar este evento, nós do coisas da vida estamos publicando uma serie de biografias sobre os ganhadores dos títulos.

Rubens Manoel do Sacramento Filho nasceu em Recife-PE, em 11 de fevereiro de 1946, filho do artista plástico baiano, Rubens Manoel do Sacramento, e da funcionária pública carioca, Francisca Ferreira do Sacramento, ambos já falecidos. Teve uma única irmã, Beliza Inêz, também falecida. Por parte do pai, seus ancestrais são baianos e espanhóis e, por parte da mãe, cearenses e portugueses.
Aos onze anos, sua família mudou residência para a cidade de Olinda, onde, além de dar prosseguimento aos estudos, passou a frequentar o atelier artístico do pai, obtendo suas primeiras noções de desenho e pintura.
Sua formação educacional teve cunho profundamente religioso, tendo estudado no Educandário Sagrada Família, no Colégio Marista, no Colégio de São Bento, no Colégio Nóbrega e, posteriormente, na Universidade Católica, onde cursou Psicologia sem, no entanto concluir todos os períodos.
Aos dezoito anos, sob o desejo de expandir seus horizontes, tornou-se um cidadão do mundo. Querendo conhecer suas raízes iniciou viagens pelo país, apenas com os conhecimentos artísticos já adquiridos para sobreviver, indo morar na Bahia de Todos os Santos. Posteriormente morou no Rio de Janeiro. Nesses dois estados, vivenciou maravilhosas experiências artísticas e humanas, realizando exposições de seus trabalhos em várias galerias de arte e vivendo com total autonomia financeira.
No Rio, por exemplo, participou de exposições no Tablado Decorações e no famoso Hotel Glória, durante um dos Festivais Internacionais da Canção, onde conheceu pessoalmente artistas que se tornaram famosos anos depois, a exemplo de Milton Nascimento, Wilson Simonal e Luiz Vieira. Foi um dos cofundadores, em 1969, ao lado de Hugo Bidet e outros artistas, da Feira de Arte da Praça General Osório, em Ipanema. Conheceu também São Paulo.
Nos intervalos de viagem, retornava a Olinda, onde vivia sua família, tendo integrado o grupo de artistas do Mercado da Ribeira, no sítio histórico. Em 1975, casa com Cristina Neves, que lhe deu um filho, Cassius, mas a união não foi duradoura.
Já tendo conhecido todos os estados do Nordeste, decidiu, em 1976, viajar ao norte do país no transatlântico Rosa da Fonseca (onde expôs pinturas a bordo a convite do comandante), para pesquisar os costumes típicos da Amazônia, aportando em Manaus, capital nortista. Uma vez lá, fez exposição de entalhes em madeira no Tropical Hotel Manaus. De lá, seguiu para Belém do Pará, expondo quadros na Galeria Artesão, indo, posteriormente para São Luiz do Maranhão, onde também mostrou seus trabalhos artísticos.
No ano seguinte, 1977, já em Olinda, faleceu sua mãe, o que lhe provocou uma crise existencial bastante profunda. Na tentativa de levantar o ânimo abatido pela dor, viaja a Bahia, ao Rio e a Minas Gerais, onde participou do Festival de Inverno de Ouro Preto.
Ao retornar a Olinda, conhece Miriam Dias, de nobre família pernambucana, sua então futura e atual esposa. Ao mesmo tempo, resolve dar novo rumo a sua vida, decidindo dedicar-se à agricultura, sob influência dos ensinamentos do Mahatma Gandhi, mestre indiano, bem como da Macrobiótica Zen, alimentação dos mosteiros budistas, indo morar em Salgadinho, estância hidromineral pernambucana, sendo acompanhado pela amada companheira.
Nesse bucólico e tranquilo município pernambucano, o biografado recuperou a alegria de viver, em contato com a natureza e cuidando da família de maneira simples e sossegada. Do novo casamento nasceram os filhos Emanuel, Maria, Gabriel e Pedro Paulo, estes dois últimos em maternidades da vizinha cidade de Limoeiro.
Durante os dez anos vividos em Salgadinho, o biografado aprendeu os segredos da agricultura, usufruiu as benesses do mundo natural, orgânica e filosoficamente, e trabalhou em atividades variadas, entre elas como professor e secretário municipal no governo Gilberto Gouveia. Em 1982, lançou um pequeno jornal intitulado Vozes, que ultrapassou as fronteiras municipais e foi lido em Limoeiro, alguns anos depois, pelo então prefeito José Artur, tendo sido levado pelos limoeirenses Gabriela Sena e Abraão Neto, que prestavam serviço a Prefeitura de Salgadinho, como médica e como músico.
Querendo conhecer o responsável pelo modesto jornal Vozes, José Artur Teobaldo Cavalcanti o convidou para vir a Limoeiro, onde o apresentou ao seu então vice-prefeito, José Xavier Quirino, candidato majoritário em 1988. A amizade e admiração surgidas entre os três foi recíproca.
Eleito José Quirino, este convidou o biografado para ser chefe de Gabinete e assessor de Imprensa em seu futuro governo, o que o fez vir residir com a família na Princesa do Capibaribe. Uma vez aqui, o biografado lançou o jornal Folha de Limoeiro (1989) e o roteiro de eventos Fique por Dentro (1990), este circulando até os dias atuais, através da empresa Sacramento Representações e Publicidades Ltda., dirigida por ele mesmo.
Em 1992, o vereador e advogado Márcio Albuquerque propôs aos seus pares, com aprovação unânime, a concessão de um título de cidadania a Rubens Sacramento, o que refletiu o carinho e admiração dos limoeirenses pelo trabalho por ele desenvolvido, título esse que agora, honrosamente, está sendo entregue em sessão solene.
O biografado também prestou serviços ao povo de Limoeiro como secretário de Governo e de Administração na gestão José Artur (1993/1995), e, recentemente, como diretor de Turismo e Lazer no Governo Ricardo Teobaldo (2009/2011). Mesmo morando aqui, assumiu por um ano a Secretaria de Administração do Governo Luciano Lima (1997/1998), em Salgadinho.
Já tendo filhos e netos limoeirenses e residindo há 23 anos nesta terra hospitaleira onde cultivou muitas amizades, Rubens Sacramento, agora limoeirense de fato e de direito, declara alto e bom som: «Limoeiro é o meu lugar».


Por Silvânia Nery

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